Nos primeiros cinco meses deste ano, o volume de casos de bloqueamento de veículos em vias públicas “disparou” para mais de 1.200, indicam dados do Corpo da Polícia de Segurança Pública, que reflectem também uma subida para mais do triplo nos casos de bloqueamento de motociclos em lugares com parquímetros

 

Inês Almeida

 

O número de veículos bloqueados em vias públicas até Maio ascendeu a 1.219, o que corresponde a um aumento de 133,97%, isto é, para mais do dobro, indicam dados do Corpo da Polícia de Segurança Pública (CPSP). A subida mais pronunciada deu-se nos casos envolvendo automóveis, que cresceram 155,14%, para 1.018. No caso dos motociclos, o acréscimo situou-se em 64,75%, atingindo 201.

As situações de bloqueamento de veículos em lugares de estacionamento tarifados ou com parquímetros seguiram a mesma tendência, crescendo 17,96% no geral para um total de 6.246. Em particular, os casos envolvendo motociclos deram um salto para mais do triplo, com uma subida de 259,45% para 780. Já os bloqueamentos de automóveis (5.466) aumentaram 7,64%.

Entre Janeiro e Maio, as autoridades procederam ainda à remoção de 264 veículos em vias públicas, o que representa um acréscimo anual de 42,7%. Este número inclui a remoção de 149 automóveis e 115 motociclos, evidenciando subidas de 47,52% e 36,9%, respectivamente.

Em alta continuam também os casos de estacionamentos ilegais. Segundo o CPSP este tipo de infracção subiu 19,88% para 415.169 casos, sendo que os estacionamentos ilegais em vias públicas (312.713) cresceram 34,66%. Em contrapartida, o número de estacionamentos ilegais em lugares tarifados ou com parquímetros caiu 10,21%, atingindo 102.456.

Os mesmos dados estatísticos revelam, por outro lado, que o combate às irregularidades praticadas pelos taxistas resultou na identificação de 2.910 situações deste género nos primeiros cinco meses do ano, reflectindo uma subida de 44,56%. Os casos mais comuns envolveram cobrança abusiva, com 1.821 situações deste tipo até Maio, contra 1.131 no mesmo período do ano passado, o que indica uma subida de 61,01%. Por seu turno, os casos de recusa de transporte aumentaram 20,11% para 663 e outras irregularidades cresceram 29,09%, para 426.

Os exames de pesquisa de álcool em acidentes de viação revelam que foram detectados seis casos em que os condutores de automóvel tinham entre 0,5 e 0,8 gramas de álcool no sangue, um valor que, embora baixo, representa um aumento pronunciado em relação a 2017 quando se registou apenas um caso. No total do ano passado contaram-se 8 ocorrências deste tipo.

Subidas também no caso de condução sob o efeito de substâncias psicotrópicas, com quatro situações detectadas nos primeiros cinco meses deste ano, contra apenas duas no período homólogo de 2017. No cômputo geral do ano contam-se cinco situações deste género.

Pelo contrário, os casos de excesso grave de velocidade na Ponte da Amizade e na Ponte de Sai Van caíram de dois em cada uma delas em 2017 para nenhuma ocorrência este ano.

Em termos gerais, foram contabilizadas 443.772 infracções relativas à Lei do Trânsito Rodoviário e ao Regulamento do Código da Estrada, ou seja mais 18,61% do que nos primeiros cinco meses do ano transacto. Até Maio, o valor total das multas cifrou-se em 95.244.238 patacas, um acréscimo anual de 17,96%.