A “NetEase Kaola”, plataforma online de compras do Interior da China, passará a vender produtos de Macau e dos países lusófonos. Numa primeira fase poderão ser comprados 26 produtos de quatro empresas, sobretudo biscoitos típicos do território
Uma das empresas de comércio electrónico do Continente chinês – a “NetEase Kaola” – vai introduzir marcas de Macau, permitindo que os produtos locais possam ser consumidos mais facilmente no outro lado da fronteira.
Aos jornalistas, Huang Yiyan, directora de operações da plataforma online, elogiou a pastelaria do território e indicou que poderá conquistar o mercado do Interior da China. “Os consumidores sentem-se familiarizados com os pastéis e biscoitos de Macau, além de que são já produtos que poderão conquistar facilmente o [nosso] mercado, em comparação com outros géneros”.
De um modo geral, o tempo entre a encomenda sair de Macau e ser entregue ao cliente da “NetEase Kaola” é sensivelmente o mesmo que leva a despachar as compras no Interior da China. Isto porque, explicou Huang, os armazéns da empresa estão em Nansha.
A cooperação entre as marcas de Macau e a plataforma online resulta da promoção da “Sino-Portuguese E-Commerce Chamber”. O vice-presidente executivo da associação, Johnny Ma, revelou que numa primeira fase estarão disponíveis 26 produtos de quatro marcas. Numa segunda fase, o número de marcas poderá chegar a uma dezena incluindo até alimentos dos países lusófonos.
Recordando a vantagem de Macau como plataforma sino-lusófona, Johnny Macau considerou que será natural trabalhar no sentido de promover mais os produtos portugueses no Interior da China. Porém, a responsável pela “NetEase Kaola” tem uma visão contrária: os produtos lusófonos não são muito apelativos nem famosos para os consumidores chineses, pelo que só serão colocados à venda na plataforma online os enlatados e vinhos.
Segundo Huang Yiyan, os jovens que nasceram depois 1995 são os clientes mais activos no site, que tem vendido muitos “snacks” para consumidores do Sul da Ásia. Além disso, os enlatados têm atraído maior atenção até porque as “pessoas que vivem na cidade têm uma vida muito ocupada e preferem ter refeições mais simples”, disse.
Durante a manhã de ontem foi assinado o contrato que materializa a venda dos produtos de Macau e dos países lusófonos neste canal de comércio electrónico. Segundo os Serviços de Economia este acordo permitirá a venda em “grande escala” e de forma “sistemática” dos produtos locais.
V.C.



