Os consumidores de Macau sentem-se menos satisfeitos ao fazer compras no território, tendo atribuído a nota mais baixa à qualidade dos produtos no inquérito promovido pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. Desse modo, a percepção em torno da relação qualidade-preço dos produtos também decresceu. Apesar disso, os inquiridos consideram que a qualidade da comida nos restaurantes tem melhorado
Viviana Chan
Um inquérito realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM) mostra que a satisfação dos residentes em relação às compras em Macau desceu 1,8 por cento, situando-se nos 72.9 pontos numa escala de 0 a 100.
Segundo os dados ontem divulgados, os inquiridos atribuíram 73 pontos, menos 2,1% em comparação com o ano anterior, à categoria da qualidade dos produtos. Além disso, os consumidores também deram notas baixas à qualidade de serviço (72,9 pontos, ou menos 0,5%) e à percepção qualidade-preço (71 pontos; menos 3%).
Na análise aos resultados, é referido que para os compradores, os produtos têm menos qualidade do que antes, portanto, a percepção qualidade-preço também diminuiu.
O inquérito incluiu ainda a taxa de satisfação com os restaurantes, que embora tenha apresentado uma descida ligeira de 0,3% para 70.7 pontos em 2017, apresenta a nota mais alta de sempre no que respeita à qualidade da comida, com 72.1 pontos, traduzindo um aumento de 1,4%.
A qualidade de serviço dos restaurantes mantém-se no mesmo nível do ano passado. Em termos da qualidade-preço para refeições fora do restaurante, os inquiridos atribuíram 67.5 pontos, menos 2,2%.
O inquérito avaliou também a satisfação dos consumidores na cidade de Zhuhai, onde comprar roupa agrada mais aos consumidores de Macau.
O estudo aponta para um aumento de 2,4% na taxa de satisfação das compras em Zhuhai, com 67.1 pontos. Ao mesmo tempo, a taxa de satisfação nos restaurantes da cidade vizinha desceu 1% para 68.8 pontos.
De uma forma geral, a taxa de satisfação dos consumidores em Macau é mais alta do que em Zhuhai, mas a UCTM sublinha que, nalgumas categorias, esta diferença está a encurtar-se.
Neste inquérito, que é desenvolvido desde 2007, foram recolhidas 815 formulários de residentes de Macau com experiência em fazer compras nas duas regiões.



