Apesar de, este ano, ainda não terem sido descobertos casos de importação ilegal de medicamentos em salões de beleza, os Serviços de Saúde admitem que alguns poderão retirar os produtos do espaço com antecedência. Além disso, alertaram que os médicos que prestam serviços de estética nos salões também têm de trabalhar em unidades de saúde registadas

 

Rima Cui

 

Entre 2012 e 2018, as inspecções promovidas pelos Serviços de Saúde (SSM) e pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) aos salões de beleza resultaram na detecção de 13 casos de importação ilegal de medicamentos. Este ano, ainda não foi encontrada nenhuma situação do género, disse ontem Leung Pui San, responsável da Divisão de Inspecção e Licenciamento dos SSM, atribuindo a inexistência de casos à possibilidade dos salões de beleza retirarem os produtos ilegais dos estabelecimentos antes da inspecção.

No programa matutino do “Ou Mun Tin Toi”, um ouvinte queixou-se de problemas na supervisão de medicamentos de beleza vendidos online, tendo Leung Pui San salientado que todos os produtos desse tipo que entram no território têm de ter uma prova de reconhecimento de segurança e são sujeitos à avaliação do Departamento dos Assuntos Farmacêuticos. Leung desaconselhou, por isso, a compra de produtos promovidos por salões de beleza que não mencionem claramente os componentes ou que não existam nas farmácias locais.

A mesma responsável sublinhou ainda que, para a prestação dos serviços de estética, não é suficiente ter um médico a trabalhar no estabelecimento. Segundo frisou, é necessário que o médico contratado trabalhe também em estabelecimentos de saúde registados, sob pena de violar a lei.

Em relação aos equipamentos, Leung Pui San adiantou que as autoridades pretendem classificar as máquinas de beleza em três níveis consoante o perigo e exigir um exame aos operadores desses equipamentos.

Já Lei Chon Mui, chefe da Divisão de Licenciamento Administrativo do IACM, salientou que, “se quiserem fazer  publicidade com palavras como “campeão de Macau” ou “um dos primeiros três lugares no Sudeste Asiático”, os salões de beleza têm de apresentar provas ao IACM, que consultará os Serviços de Economia. “Só depois de receberem a aprovação é que podem exibir esse tipo de publicidade”.

Sobre a necessidade de reconhecimento profissional de esteticistas, Lei Chon Mui garantiu que serão auscultadas opiniões do público e do sector.