O Governo decidiu proibir a entrada de autocarros com excursionistas na zona das Portas do Cerco durante os fins-de-semana e horas de ponta dos feriados. A medida entra em vigor a 8 de Dezembro e é apoiada pelo sector do turismo. O terminal de autocarros das Portas do Cerco será reaberto a 15 de Dezembro com 13 carreiras
Viviana Chan
Todos os autocarros turísticos serão proibidos de entrar na paragem das Portas do Cerco aos fins-de-semana e nos feriados entre as 16H e as 20H. A medida entra em vigor a partir de 8 de Dezembro.
As autoridades pretendem que os excursionistas usem as instalações dos Postos Fronteiriços da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e de Hengqin, tendo o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego frisado que as instalações do Posto Fronteiriço da mega ponte têm 70 lugares de estacionamento para autocarros turísticos.
À TRIBUNA DE MACAU, a presidente da Associação de Promoção de Guia de Turismo de Macau disse apoiar a medida. “O sector do turismo não está contra a ideia, não vejo nada de mal, porque sentimos mesmo os problemas de trânsito em Macau e queremos cooperar com as autoridades”, salientou.
Zhu Mingxia notou apenas que a medida poderá fazer com que os guias turísticos trabalhem mais meia hora, porque “têm de entregar os excursionistas na fronteira da Ponte ou em Hengqin”.
Segundo o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Lam Hin San, a medida é experimental e, no início, serão destacados mais funcionários para ajudar os autocarros turísticos. Por outro lado, não indicou durante quanto tempo a medida será implementada em formato piloto.
Terminal reabre no dia 15
A reabertura de Terminal de autocarros das Portas do Cerco está oficialmente marcada para 15 de Dezembro. Treze das 24 linhas vão mudar-se para as paragens do terminal subterrâneo. Segundo Lam Hin San, a decisão teve em consideração o equilíbrio das necessidades dos cidadãos. De notar que moradores da zona ouvidos pelo Governo contestam as mudanças nas paragens, uma vez que querem que estejam localizadas perto de casa, por forma a evitarem grandes filas no terminal.
Já quem vive nas ilhas prefere que todas as paragens estejam no terminal, por ser mais cómodo apanhar imediatamente o autocarro depois de passar fronteira.
Lam Hin San explicou que um simulacro informático do funcionamento das linhas permitiu concluir que as 13 carreiras podem satisfazer as necessidades. Indicando que o número elevado de passageiros em paragens com áreas pequenas pode ser problemático, o director da DSAT frisou que as autoridades valorizam a segurança. Além disso, realçou que a dispersão dos utentes por vários pontos permite diminuir as multidões.
O responsável asseverou que o Governo vai manter o contacto com as associações, durante a fase experimental.



