Au Kam San defende que o Governo deveria convidar as concessionárias de jogo a investir no Metro Ligeiro, por serem as maiores beneficiárias do novo sistema de transporte

 

As concessionárias de jogo deveriam assumir a figura de sócio por inerência da Sociedade do Metro Ligeiro, tendo em conta que, face à aproximação do término do prazo dos contratos, “é de crer que valorizem ao máximo as oportunidades para assumir mais responsabilidades sociais”, defendeu Au Kam San.

Para o deputado, o sector do jogo “entrou numa era de abertura limitada” tanto que “se o Governo as convidar a investir no Metro Ligeiro, creio que as mesmas estarão dispostas a fazê-lo, porque de acordo com ao actual traçado, quem mais beneficia do Metro são mesmo as concessionárias”.

Aliás, recordou, antes da liberalização do jogo, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau “investia muito em empresas públicas, por exemplo, na CAM, na TDM e na CEM, entre outras, e podíamos encontrar investimento seus em todos os sectores”. “A maior parte das suas participações foi a pedido, expresso ou implícito, do Governo português de Macau naquela altura, e isto demonstra que as concessionárias de jogo estão dispostas a participar nos investimentos de longo prazo, e não precisam que estes investimentos tenham grandes retornos”, sustentou.

Para Au Kam San “este tipo de participação social pode dotar a empresa do Metro Ligeiro de verdadeiros elementos de carácter social” sendo até “bem melhor do que os governantes usarem o erário público na gestão da empresa”.

O deputado refere-se à estrutura accionista do Metro Ligeiro sendo a sociedade totalmente detida pelo Governo, que fica com 96% das acções. Esta empresa “não vai ser constituída para explorar directamente o Metro Ligeiro, mas sim para fiscalizar os serviços de assistência à operação prestados pelo MTR de Hong Kong (Macau), logo, deixa de fazer sentido dizer que a constituição da sociedade se destina à exploração do Metro Ligeiro”, critica.

Nestes moldes, o deputado acredita que se deve tirar partido das “equipas comerciais excelentes” das operadoras que, fundamentou, “podem contribuir para a integração de mais elementos comerciais na operação do Metro Ligeiro, reduzindo eventuais perdas e aliviando os encargos financeiros do Governo” com o Metro, “enquanto gigante elefante branco”.

 

C.A.