A Associação de Poder de Jogo entregou ontem uma petição ao Chefe do Executivo pedindo a continuação da atribuição dos cheques pecuniários em 2019 e sugerindo, inclusive, um aumento dos valores. Para além de salientar a importância desse benefício para as famílias vulneráveis, apelou ao Governo para encorajar as pessoas que não precisam dos cheques a doá-los a instituições de caridade

 

Rima Cui

 

A continuação da atribuição dos cheques pecuniários à população em 2019 é o desejo da Associação de Poder de Jogo, que ontem entregou uma petição ao Chefe do Executivo. Além de querer ver mantida a atribuição de, pelo menos, 9.000 patacas por ano para residentes permanentes e 5.400 para não permanentes, a associação entende mesmo que um aumento de 20% a 30% desses valores seria o “ideal”.

À porta do sede do Governo, Eric Wong, supervisor-chefe da associação, destacou a importância dessa medida porque dá um sentimento de segurança à população, ajudando a maioria das famílias pequenas e vulneráveis.

“Os preços dos produtos estão cada vez mais elevados, porém, o aumento salarial, por exemplo para trabalhadores do sector do jogo foi apenas de 1,5%, o que é pequeno em comparação com a inflação”, sustentou.

“O Chefe do Executivo mencionou a possibilidade de dividir os beneficiários dos cheques pecuniários e há quem defenda que muitas pessoas não precisam deste benefício, por isso ficamos preocupados”, indicou.

Discordando da ideia de que a atribuição deste dinheiro fomenta “cidadãos preguiçosos”, a associação salientou que as 9.000 patacas por ano representam apenas 24 patacas por dia, que serve para comprar um pequeno-almoço.

“O Governo deve incentivar os cidadãos que não precisem desse dinheiro a doá-lo a entidades de caridade”, sugeriu.

Por outro lado, Eric Wong aproveitou para instar o Executivo a reforçar a supervisão das construtoras dos grandes projectos que estão parados, tal como a Habitação Social de Mong Há.