A Associação da Indústria Turística de Macau pediu um sistema de marcação de “shuttle bus” para combater os longos tempos de espera na ponte do Delta. Já a Associação de Logística e Transportes Internacionais de Macau quer reunir-se com o Governo, pois não percebe porque é que o sector ainda não pode operar na ponte
Rima Cui
Os Serviços de Turismo e dos Assuntos de Tráfego reuniram-se ontem com responsáveis do sector do turismo para discutir oportunidades de cooperação para a Ponte do Delta. O presidente da Associação da Indústria Turística de Macau, não adiantou muitos detalhes sobre o encontro, afirmando que foi apenas transmitido um desejo.
À TRIBUNA DE MACAU, Wu Keng Kuong indicou que pediu para ser implementado um sistema de marcação para os bilhetes dos “shuttle bus” que circulam entre as fronteiras das RAE na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, porque os passageiros têm sido sujeitos a um tempo de espera demasiado longo, o que afecta a permanência no território.
Em contrapartida, a Associação de Logística e Transportes Internacionais de Macau continua sem ser auscultada sobre a utilização da mega ponte, mantendo para si uma lista de pedidos. “A ponte já entrou em funcionamento, mas apenas está aberto o acesso alfandegário entre Hong Kong e Zhuhai. O acesso entre as duas regiões administrativas ainda não foi totalmente aberto”, lamentou Lei Kuok Fai, director da associação, que não percebe porque é que o sector tem de esperar pelo funcionamento do centro logístico no posto fronteiriço de Macau para poder exercer as actividades comerciais.
Para Lei Kuok Fai, embora os camiões de Hong Kong estejam proibidos de entrar no território, podem descarregar produtos numa zona específica no posto aduaneiro de Macau na ponte, para as viaturas da RAEM poderem fazer as entregas no território. Frisando que devem ser aproveitadas as condições existentes, o mesmo responsável entende que o plano do Governo “só atrasa o desenvolvimento do sector”.
Para além disso, continua a não compreender o facto do Governo ter escolhido os Serviços de Alfândega para controlar a construção e operação de um centro logístico na ponte. “É óbvio que a Alfândega não tem experiência neste âmbito. Convém ser um organismo habitualmente competente pelas obras. Seria muito mais rápido”, defendeu, adiantando que, quando puder reunir-se com o Governo, transmitirá esse apelo.
Segundo o director da Associação de Logística e Transportes Internacionais, nos próximos dias será organizada uma reunião para recolha de opiniões junto do sector, composto por cerca de 300 empresas.
Os Serviços de Alfândega revelaram que ainda este ano será aberto um concurso público para o design, construção e operação do centro de instalações logísticas de grande dimensão na ponte.



