Uma aluna, menor de idade, foi vítima de assédio sexual num autocarro cheio, durante o trajecto para a escola. O suspeito admitiu ter tocado a estudante nas costas, dentro da roupa e no rabo
Catarina Chan
O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) deteve um residente de 30 anos por suspeitas de assédio sexual, na sequência de uma queixa apresentada pela própria vítima, uma estudante estrangeira menor de idade.
De acordo com a porta-voz do CPSP, o caso ocorreu na manhã da passada quinta-feira, quando a queixosa seguia de autocarro da Taipa para Macau, com destino à sua escola. Numa altura em que o autocarro estava lotado de passageiros, um homem, que estava de pé atrás da lesada, tocou o rabo da menor e tocou-lhe as costas com a mão, por dentro da roupa. Quando a viatura chegou à paragem na Praça de Ferreira do Amaral, o indivíduo saiu imediatamente e fugiu.
Ao chegar à escola, a estudante, assustada, contou o caso aos professores e decidiu apresentar queixa às autoridades.
Durante a investigação, o suspeito admitiu ter assediado a menor. Segundo declarou à polícia, tocou o rabo da jovem sem querer, porém, depois decidiu tocar-lhe nas costas.
Mais dois casos de casamentos falsos
Por outro lado, foram detectados mais dois casos de casamento falso. Num caso, que envolve duas relações falsas, o CPSP deteve quatro suspeitos e um cúmplice ainda está em fuga. Em 2005, uma residente de 50 anos terá pago 30 mil patacas a outra residente, para se casar com o irmão dela, morador no Continente. Além disso, pediu ao seu namorado para se casar com a ex-esposa do referido irmão, em 2007.
Noutro caso, a Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem do Continente de 47 anos, por suspeitas de falsificação de documentos. Um residente terá sido convencido a casar-se com a ex-esposa do suspeito, por forma a facilitar a atribuição do Bilhete de Identificação de Residência à mulher e dois filhos. O residente e a ex-esposa do suspeito já tinham sido detidos em Dezembro do ano passado.
De acordo com a investigação, o indivíduo terá pago 40 mil renminbis ao residente pelo casamento falso e vivia desde então com a ex-esposa. No entanto, negou o crime, alegando que não sabia que a mulher tinha casado novamente.
Por sua vez, a PJ está a investigar um caso de burla telefónica, denunciado por uma estudante do Continente, de 20 anos, que está a frequentar um curso de mestrado em Macau. A burla terá causado um prejuízo de 50 mil renminbis.
Segundo as informações policiais, a aluna recebeu duas chamadas no sábado, de um suposto funcionário de uma plataforma de pagamento que alegou que a conta da vítima tinha alguns problemas e seria necessário proceder a uma série de acções na aplicação. Depois do indivíduo ter conseguido detalhar os dados pessoais da estudante, esta seguiu as suas instruções e pediu dois empréstimos “online”, transferindo o dinheiro para uma conta indicada.
17 detidos por “mahjong” ilegal
Dezassete residentes foram detidos numa casa de “mahjong” ilegal, incluindo a responsável do estabelecimento, de 50 anos, que terá desenvolvido o “negócio” numa fracção de um edifício industrial na Areia Preta. Segundo o Corpo de Polícia de Segurança Pública, as quatro divisões da fracção eram alugadas para os clientes jogarem “mahjong”, a troco de 200 a 400 patacas por vez. No depoimento à polícia, a dona admitiu o crime e indicou que arrendou a casa por 13,5 mil dólares de Hong Kong por mês.



