Estreia correu “melhor do que o esperado”

 

A primeira “Art Macao” encerrou ontem com resultados bastante positivos, de acordo com a organização. Para o próximo ano, no Outono, já está planeada uma nova edição, com algumas novidades

 

PEDRO ANDRÉ SANTOS

 

Foram quatro dias dedicados à arte que trouxeram ao território mais de mil obras oriundas dos diversos cantos do mundo. O Venetian recebeu a estreia do evento e os resultados foram bastante positivos, segundo a organização. “Foi a primeira vez que fizemos e, por isso, havia algumas indecisões nas operações, mas ficámos muito satisfeitos com os resultados. Fiquei contente porque vi as outras pessoas todas contentes e isso é que é importante. Até foi melhor do que o esperado”, disse ao JTM Ho Kin U, um dos directores da feira “Art Macao”.

20130603-106p2De acordo com o responsável, as reacções dos intervenientes foram igualmente bastantes positivas, especialmente tendo em conta que o carácter inédito desta iniciativa no território. “Foi, sem dúvida, o maior evento de arte que aconteceu em Macau. Em termos de escala é muito inferior ao de Hong Kong, mas a nossa intenção não é sermos os maiores, mas sim os mais criativos no ramo”, acrescentou.

Para o ano está prevista uma nova edição em Macau, e contará com várias novidades. “Será ainda maior, mas não na mesma altura, estamos a prever para o Outono porque existem outras feiras de arte mundiais. Queremos que seja um evento para a cidade e não apenas limitado a um local específico, por isso, queremos ter exposições espalhadas pela área pública. Queremos que a cidade entre no espírito daquilo que é a Art Macao”, afirmou Ho Kin U.

A exibição pública deverá ser “de larga escala” e realizada “dois ou três meses antes do evento principal”, segundo adiantou o responsável.

 

Artistas locais “satisfeitos”

20130603-106p3Da parte de Macau foram 16 os artistas com trabalhos expostos, sendo que, ao contrário de muitos participantes, o objectivo primordial não era a comercialização das obras, até porque algumas não estavam à venda. A ideia principal era dar a conhecer trabalhos locais ao resto do mundo. “Os artistas estão satisfeitos. Tiveram algumas entrevistas e exposição perante os media também fora de Macau. Mais cedo ou mais tarde, algumas galerias vão encontrar os artistas, e depois poderão falar entre eles. É uma plataforma para mostrar trabalhos ao público mas também a galerias internacionais”, disse ao JTM Mok Wai Hong.

O curador dos artistas de Macau acredita que a feira poderia ter sido ainda melhor, caso tivesse havido mais tempo de preparação, mas, de uma forma global, sente-se bastante satisfeito com os resultados.

Mok Wai Hong adiantou ainda que estabeleceu uma ponte entre alguns artistas locais e donos de galerias que assim “podem ver também os trabalhos e descobrir de quais gostam mais”.