Numa operação dos Serviços de Alfândega, foram apreendidos produtos contrabandeados no valor de 2,4 milhões de patacas numa loja das Portas do Cerco. Foram detidas nove pessoas, incluindo o dono da loja, o gerente e sete TNR

 

Os Serviços de Alfândega (SA) confiscaram mais de 2.700 produtos cosméticos e artigos de marcas de luxo numa loja perto das Portas do Cerco, numa acção de combate ao contrabando. O valor destes produtos é de 2,4 milhões de patacas.

De acordo com a nota de imprensa, os SA detiveram nove pessoas, incluindo o dono da loja, o gerente e sete trabalhadores não-residentes (TNR), que terão ajudado transportar os produtos de Zhuhai para Macau.

As autoridades fizeram acusações de natureza criminal contra o dono da loja, enquanto os restantes suspeitos serão alvo de multas administrativas. A Alfândega revelou ainda que os artigos apreendidos são sobretudo produtos de maquilhagem, mas também malas e roupa de marcas de luxo. O dono terá contratado um cidadão de Hong Kong para gerir a loja e os portadores de ‘blue card’ foram contratados para transportar os produtos em pequena quantidade para iludir a fiscalização.

De acordo com a Lei do Comércio Externo, os suspeitos podem ser penalizados com uma multa até 50 mil patacas. O dono da loja, que terá violado a Lei da contratação de TNR, poderá ser condenado a pena prisão até dois anos.

Em declarações aos jornalistas, o Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, salientou que as autoridades de Macau e Zhuhai reforçaram o combate ao contrabando durante a pandemia, visando reduzir a possibilidade de propagação do vírus. Na sua perspectiva, devido ao cancelamento de algumas restrições nas fronteiras, as actividades de contrabando têm sido mais frequentes.

Wong Sio Chak frisou que embora a situação de pandemia em Macau esteja mais estável, “não podemos estar relaxados”. “A contenção do vírus continua a ter prioridade. Espero que os sectores cooperem no combate ao vírus, defendendo o interesse global da sociedade”.

Já o director geral dos Serviços de Alfândega, Vong Man Chong acrescentou que o combate aos contrabandistas tem enfrentado dificuldades, porque “normalmente as pessoas transportam os produtos legais em Macau, mas a conduta dos contrabandistas pode ter indícios de irregularidade no Interior da China”.

 

V.C.