O Governo pondera alargar o âmbito dos cuidadores de saúde para que possam prestar serviços a crianças com necessidades especiais, portadores de deficiência e idosos. A proposta será submetida a consulta, confirmou Alexis Tam

 

O estudo sobre a criação de um subsídio para os cuidadores de idosos deverá ser “conhecido até ao final do ano” e o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura quer ouvir a população sobre os moldes de atribuição do apoio e a abrangência desse tipo de trabalho. “Será que vamos atribuir subsídios a todos os cuidadores ou não? Serão questões que levaremos a discussão pública para que a sociedade se pronuncie sobre o orçamento do Governo. Será que o Governo consegue [ou tem capacidade para] prestar este subsídio tanto para crianças que necessitam de tratamento precoce como para idosos? Temos uma ideia sobre o montante”, disse o governante, embora sem avançar números.

Esta intenção já tinha sido avançada pela presidente do Instituto de Acção Social no ano passado. Celeste Vong explicou que a intenção passa por apoiar as famílias que tratem em casa pessoas em condições mais vulneráveis, como idosos ou crianças com necessidades educativas especiais.

O seguro geral de saúde também mereceu destaque no debate das LAG da tutela de Alexis Tam. A ideia foi defendida por alguns deputados, mas o governante advertiu para o impacto que poderá implicar não só nas despesas públicas como nas carteiras dos residentes. “É uma expectativa da população mas [os deputados] têm de perceber que é preciso ouvir a população sobre o seguro médico”, disse.

Recorde-se que Chui Sai On garantiu que vai avançar com estudos sobre a viabilidade desse sistema. E, para o Secretário Alexis Tam, é importante perceber a dimensão financeira de tal plano de saúde porque o “mais importante é aproveitar bem os nossos recursos e o erário público” e “as despesas na área da saúde são elevadas”.

Na área de apoio a idosos, anunciou ainda mudanças na cobertura do programa do rastreio do cancro colo-rectal para a faixa etária dos 55 aos 69 anos face aos actuais 60 a 69 anos. Será ainda impulsionado o transplante de órgãos, reforçado diagnóstico e tratamento da saúde mental, e implementado um programa-piloto para subsidiar idosos carenciados que precisem de próteses dentárias removíveis.

O Governo vai também estudar o regime de normas e avaliação dos serviços de lares. Até ao final deste ano existiam 2.300 vagas em lares para idosos, ou seja, mais 36% face a 2015, indicou Alexis Tam. Já o serviço diurno destinado a pessoas subiu 183% face a 2015.

Já no 4º trimestre de 2020 será estudada a viabilidade de criar um mecanismo de ajustamento com carácter de indexação para que a pensão de idosos e outros apoios sejam definidos de forma “mais científica e sistemática”.

 

C.A.