Um voo da China Continental para o território serviu de cenário a mais uma tentativa de furto. Apesar de voltar a colocar o dinheiro furtado no local original, o suspeito foi denunciado por uma hospedeira e entregue às autoridades policiais
Liane Ferreira
A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi chamada ao Aeroporto Internacional de Macau para responder a uma denúncia de furto, durante um voo procedente de Hangzhou, tendo detido um homem de 34 anos de idade, oriundo da China Continental.
Durante a viagem, uma hospedeira de bordo detectou um passageiro que saiu do lugar para retirar uma mala do compartimento superior, de um lugar que não o seu. Do interior da mala retirou por duas vezes maços de dinheiro e guardou-os no casaco.
No entanto, reparou que a hospedeira e outro passageiro tinham descoberto a situação e tentando disfarçar, tirou o casaco, cobriu a mala e voltou a colocá-la no compartimento superior.
Quando a aeronave chegou à RAEM, às autoridades e o dono da mala foram alertados. Segundo o lesado, um turista de 58 anos, os 5.500 renminbis e os 140 mil dólares de Hong Kong não desapareceram, porém, estavam no local errado, dando a entender que o suspeito devolveu o dinheiro, após ser detectado.
Deu dados pessoais
a falsos Correios de Zhuhai
Noutro caso, a Polícia Judiciária (PJ) está a investigar uma denúncia de burla com dados pessoais. A mulher em causa não sofreu perdas monetárias, no entanto, os seus dados poderão vir a ser utilizados em actividades ilícitas.
Segundo declarou às autoridades, a vítima foi contactada por uma pessoa que afirmou ser funcionária dos Correios de Zhuhai. Esta declarou que a lesada poderia ter correspondência para levantar e pediu o nome para confirmar. A mulher identificou-se, mas como não podia ir a Zhuhai levantar a correspondência, pediu à funcionária para ler o conteúdo da carta.
A alegada trabalhadora concordou, porém, solicitou o número do salvo-conduto de viagem e a data de nascimento para registo. Depois da mulher facultar esses dados pessoais, a suposta funcionária disse que a polícia de Zhuhai estava a investigar a abertura de um website para jogo em nome da lesada e desligou.
Achando tudo muito estranho, a mulher ligou para os Correios de Zhuhai, que afirmaram que não faz parte das suas funções avisar por telefone destinatários de cartas esquecidas. Tal resposta fez crescer as suspeitas e motivou a queixa.
Comprou “blue card” para praticar
“actos ilícitos” na RAEM
Um homem de 36 anos do Continente foi detido pela PSP por estar na posse de um “blue card” falsificado. O suspeito comprou o documento por 3.000 renminbis, a um homem na zona comercial de Gongbei e esperou cerca de sete meses pelo cartão. A empresa que requereu o trabalhador não foi identificada, porém, o suspeito iria alegadamente trabalhar na construção civil. Sob custódia policial, admitiu que o objectivo primordial era entrar e sair do território, sem grandes entraves, para poder cometer “actos ilícitos” junto aos casinos. Noutro caso, foi detida uma mulher de 26 anos, também na posse de um passaporte falsificado, que apenas lhe custou a despesa feita por uma mulher num bar de Zhuhai. A suspeita entrou em Macau de barco, a troco do pagamento de 5.000 renminbis. Ao contrário do conterrâneo, assumiu que veio para jogar nos casinos.
Taxista com medidas de coacção
por ajudar imigração ilegal
O Ministério Público (MP) obrigou um taxista suspeito de ajudar imigrantes ilegais a pagar uma caução e a apresentar-se periodicamente as autoridades. O homem, de apelido Cheong e com 49 anos, foi interceptado pelos agentes alfandegários a 1 de Agosto quando se preparava para transportar três imigrantes ilegais. Segundo o MP, Cheong confessou ter conhecido, em Julho, um homem que começou a solicitar o seu serviço de transporte através do telefone pagando mais do que a tarifa normal. “Os três imigrantes ilegais confessaram ter pagado 10 mil patacas para o transporte ilegal [do Sands Cotai Central] para Macau e depois tomar o táxi de Cheong”, detalhou o MP. O caso foi devolvido à polícia para mais investigação, a fim de se apurar se o suspeito esteve envolvido noutros crimes da mesma natureza.




