Até ao final de segunda-feira, quarto dia do Ano do Cão, Macau já tinha recebido mais de 667 mil visitantes, número que representa um aumento de 9,2% face ao mesmo período de festividades de 2017. O elevado fluxo de visitantes tem sido notório no centro da cidade e logo à saída das Portas do Cerco, com longas filas para táxis, e também alguma confusão para quem quer usar autocarros públicos e tem de andar à procura da paragem
Liane Ferreira
O Ano do Cão chegou e com ele as já esperadas longas filas nas Portas do Cerco e nos principais pontos turísticos da cidade, com o grande fluxo de pessoas a exigir a implementação de medidas de controlo de multidões.
Dados dos Serviços de Turismo indicam que entre os dias 15 e 19 de Fevereiro, mais de 667 mil visitantes chegaram a Macau, representando um aumento de 9,2% em relação ao mesmo período de 2017. Desse total, quase 485 mil pessoas eram oriundas do Interior da China, o que traduz um crescimento homólogo de 16,8%.
Os números até ontem contabilizados reflectem um acréscimo muito superior ao esperado pelos Serviços de Turismo que anteviam um crescimento ligeiro de 2% e 3%.
Só na segunda-feira, entraram em Macau 167.262 pessoas (+7,1%), das quais mais de 90 mil escolheram as Portas do Cerco. Ao início da tarde desse dia, era necessária quase uma hora para não residentes passarem ambos os postos fronteiriços, conforme testemunhou a TRIBUNA DE MACAU. A maior confusão registava-se à saída das Portas do Cerco com a polícia presente no local, mas incapaz de evitar as filas de táxis e a desorientação das pessoas que tentavam encontrar algumas carreiras públicas, agora dispersas pelas ruas circundantes devido ao encerramento do terminal de autocarros afectado pelo tufão “Hato”.
Ontem à tarde, tal como nos três dias anteriores, no centro da cidade foram activadas as medidas de controlo de multidões, incluindo a circulação condicionada na Rua da Palha, a caminho das Ruínas de São Paulo, Avenida Almeida Ribeiro com trânsito cortado para automóveis e passeios com circulação única de cada lado da artéria. Também na Rua de D. Belchior Carneiro, nas traseiras das Ruínas, o trânsito esteve condicionado.
254 infracções de taxistas em apenas seis dias
Como já é costume em períodos de festividades, entre 14 e 19 de Fevereiro, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) registou um total de 254 casos de infracções de taxistas, dos quais 183 dizem respeito a cobrança abusiva, 48 a recusa de tomada de passageiros e ainda nove casos de táxis ilegais.
O CPSP avançou ainda que em termos de combate à venda e lançamento ilegal de foguetes e fogo de artifício foram verificadas nove ocorrências, bem como 137 queixas de ruído. Deste total de potenciais infracções à Lei do Ruído, 53 foram alvo de avisos policiais, quatro avançaram para processos e os restantes 80 casos foram impossíveis de confirmar.
Por outro lado, não se verificaram incidentes nos templos com o Instituto Cultural (IC) a efectuar fiscalizações “in loco” nos vários locais de culto da cidade. Além disso, os funcionários foram notificados para apagar o incenso e desligar fontes de energia nesses locais durante a noite. As fiscalizações incluem a verificação da segurança contra incêndios e verificação de medidas para a noite.



