Depois de um esforço de mais de meio ano, a Associação de Protecção dos Animais Abandonados de Macau conseguiu transferir 400 cães e gatos para um novo centro de abrigo. Embora o espaço tenha uma área que corresponde a dois terços do antigo, acolhe todos os cães e tem uma parte que funciona apenas como lar para gatos
Rima Cui
Depois de expirar o contrato de arrendamento do antigo centro de abrigo da Associação de Protecção dos Animais Abandonados de Macau (AAPAM), no final do ano passado, cerca de 400 cães e gatos passam a ter um novo espaço durante o Ano Novo Chinês. No entanto, pelo facto do abrigo ter uma área limitada, correspondente a apenas dois terços do anterior, a associação não pode receber mais animais.
Segundo a AAPAM, o novo centro de abrigo acolhe cerca de 200 gatos e 190 cães abandonados, ainda que as suas dimensões apenas sejam adequadas para receber cães. A associação refere que a intenção era tentar encontrar outro centro para os gatos, porém, como a decoração custou muito dinheiro, arrendar um novo espaço poderia não ser viável tendo em conta os gastos que acarretaria. Assim, a solução acabou por ser reservar uma parte do novo centro para os gatos.
Devido ao orçamento limitado, a decoração do espaço é simples. Para animar o centro, a AAPAM apelou no mês passado a cidadãos que se dedicam à arte para pintarem sete das oito casotas para os gatos.
Como já é habitual, durante o Ano Novo Lunar, o problema do abandono de animais voltou a agravar-se. Além disso, embora tenham uma nova casa, alguns cães e gatos deixaram de comer por não se habituarem ao novo ambiente.
Em Outubro do ano passado, Josephine Lau, vice-presidente da AAPAM, indicou que o novo centro, localizado na zona do Patane, tem uma área de 5.000 pés quadrados. As obras estavam orçadas em 1,4 milhões de patacas.
Depois do proprietário do antigo centro anunciar que pretendia vender o espaço há mais de meio ano, a associação começou a procurar um novo lar para as centenas de animais abandonados, promovendo mesmo um peditório que permitiu juntar dois milhões de patacas.
Apesar de receber um subsídio da Fundação Macau e 5.000 patacas por mês do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, para a responsável da AAPAM os apoios não são suficientes para cobrir os elevados custos da mudança. Josephine Lau acredita que a solução para o problema passa pela concessão de um terreno, como aconteceu com a Sociedade Protectora dos Animais (ANIMA).



