A entrada no ano de 2018 em Macau foi marcada por vários eventos um pouco por todo o território. Na Praça do Lago Sai Van, a banda dinamarquesa “Michael Learns to Rock” ajudou a animar a noite de cerca de 18.000 pessoas. Na Taipa, para quem procurava ter uma noite mais calma, a zona das Casas-Museu teve concertos, palhaços para os mais pequenos, artesanato e gastronomia de várias comunidades
Inês Almeida
A noite de passagem de ano foi de animação para todos os gostos no território. Mesmo antes das 12 badaladas que assinalaram a entrada em 2018, milhares de pessoas estiveram nas ruas de Macau a festejar com música, dança e luz.
Em pleno centro da cidade, a Praça Ferreira do Amaral atraiu centenas de pessoas que assistiram ao concerto que decorreu em frente ao Grand Lisboa, incluindo transeuntes que estavam apenas de passagem. A partir das 23:00, o hotel-casino exibiu uma contagem decrescente para a entrada em 2018.
Também na Península, cerca de 18.000 pessoas estiveram na zona da Torre de Macau, mais precisamente na Praça do Lago de Sai Van. A banda dinamarquesa “Michael Learns to Rock” foi a principal atracção, mas no palco estiveram também “Dear Jane”, de Hong Kong, a sul-coreana Kisum e o cantor local Kane Ao Ieong.
Na plateia estiveram muitos residentes mas também alguns visitantes do Continente chinês que tiveram a oportunidade de experienciar o “réveillon” em Macau.
Entre sábado e o primeiro dia do ano foram registadas 1,2 milhões de entradas e saídas pelo Posto Fronteiriço das Portas do Cerco. De acordo com a Alfândega de Gongbei, depois do feriado deverá manter-se alto o fluxo de visitantes do Continente que chega à RAEM, sobretudo porque muitas pessoas oriundas da Região do Delta do Rio das Pérolas deverão deslocar-se ao território para comprar produtos para a celebração da chegada do Novo Ano Lunar.
No cômputo geral dos três dias, contaram-se 1,6 milhões de entradas e saídas por todas as fronteiras do território. Ao todo entraram em Macau 356.000 visitantes, o que representa um aumento de 8,47% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo referiu o Corpo da Polícia de Segurança Pública.
Na Taipa, a entrada em 2018 foi ligeiramente mais calma. Ao invés da agitação do centro da cidade, milhares de pessoas escolheram as Casas-Museu como local para a celebração, onde houve concertos e palhaços para as crianças.
Desde as 21:30 estiveram em palco as bandas de Macau “Wonder Band” e “80 & Tal”. A noite de espectáculos foi encerrada pelo cantor de Hong Kong, Ram Chiang, que interpretou os seus temas mais famoso. Houve também uma componente de dança indonésia com os “Peduli” e ouviram-se os tambores dos filipinos “Drumfreakz”. Espaço também para as danças latinas com o “Dança Brazil”, os indianos do “Vitor Kumar & Bollywood Dreams Group” e o mágico Leo.
Esta foi uma noite pautada também pela multiculturalidade com barraquinhas de artesanato e comes e bebes de diferentes comunidades que residem em Macau, estando representados países como a Austrália, Filipinas, Índia, Indonésia, Myanmar e Tailândia.
Na Doca dos Pescadores estiveram os cantores Sammy Sum, J. Arie, Vivian Chan e Naomi Li, bem como os grupos locais MFM e a banda “Crossline”. A experiência de passagem de ano incluiu ainda comida e bebida servida pelos vários estabelecimentos do complexo.
As festas espalharam-se ainda pelo resto da cidade em zonas que vão desde o Fai Chi Kei ao Campo dos Operários e ao Jardim do Iao Hon.
“Extravagâncias” no COTAI
O Galaxy Macau organizou para a noite de passagem de ano “uma série de festas extravagantes de contagem decrescente”. Com 2017 a chegar ao fim, ganhou vida uma noite de “energia sem limites, entretenimento ao vivo, espectáculos, actuações e indulgências para garantir que os convidados celebram com animação a chegada de 2018”, refere um comunicado.
No China Rouge, residentes e visitantes puderam assistir a uma “performance especial” de contagem decrescente com um espectáculo de dança e um DJ, além de champanhe, vinho ou “cocktails”. O “Macallan Whisky Bar & Lounge” ofereceu música, whisky e uma “lucky draw”.
No Broadway Macau a festa começou pelas 21:00 com música ao vivo pelos “Pedicab singers”, seguindo-se o DJ Julian e a banda residente, “Bobo & Gang”. Já no StarWorld, a animação cresceu a partir das 22:00, com a banda “EVO” e o DJ Kishi. Houve ainda danças e jogos, seguindo-se uma contagem decrescente de cinco minutos com um espectáculo de luzes LED, protagonizado por Jason Fong.
O “Grande Gatsby”, personagem da literatura conhecido pelas festas magníficas que dava na sua mansão, deu o mote para as celebrações no Ritz-Carlton Bar & Lounge. “Um estilo vintage, animação e glamour dos anos 20 foram transpostos para o presente com a contagem decrescente para 2018”.
Também no Venetian houve espaço para música na zona exterior do complexo hoteleiro e até um espectáculo de fogo de artifício, assim que soaram as 12 badaladas.
Além disso, mais de 2.000 pessoas reuniram-se no “lobby” do Grand Hyatt para a comemoração que contou com actuações de “Ban’s Gig Drums” e do DJ Gaza, de Hong Kong.
Com a meia-noite prestes a chegar, Paul Kwok, director-geral do Grand Hyatt aproximou-se da pirâmide de copos de champanhe com seis metros de altura e começou a encher o do topo. Ao mesmo tempo, 30.000 balões caíram do céu num espectáculo pensado para “honrar os primeiros momentos de 2018”.
Primeiros bebés de 2018 são duas meninas
Os primeiros dois bebés do ano são duas meninas. Uma delas nasceu no Centro Hospitalar Conde de São Januário apenas sete minutos depois da meia-noite. O parto estava previsto para o dia de Natal, mas a bebé acabou por nascer já em 2018, referiu a Teledifusão de Macau (TDM). Às 02:56 nasceu no Hospital Kiang Wu outra menina, com 3,5 quilos. Como faz parte da tradição, as famílias receberam a visita de vários responsáveis dos Serviços de Saúde e um cabaz de felicitações.
Excursões de residentes crescem 10% durante a passagem de ano
O volume de residentes que viajaram em grupo durante a época da passagem de ano aumentou 10% em relação ao mesmo período do ano passado, revelou o vice-presidente da Associação de Agências de Viagens de Macau, acrescentando que o custo destas viagens se manteve equivalente ao de 2016. Cheong Chi Man apontou o lançamento cada vez mais frequente de voos baratos por parte das companhias aéreas como motivo para o aumento das receitas das agências de viagens. Porém, ressalvou, também cresceram os gastos associados à contratação de pessoal, impedindo as agências de reduzir os preços cobrados aos clientes. Os residentes viajaram sobretudo para destinos como Guangdong, Coreia do sul, Taiwan e alguns países do Sudeste Asiático.



