A solução que o presidente da Associação ANIMA, Albano Martins, considera mais viável para o acolhimento dos galgos que se encontram no Canídromo é um terreno em Coloane, na Cordoaria. Mas o plano ainda não teve o aval do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais
Salomé Fernandes
Há um lugar alternativo para funcionar enquanto acolhimento temporário de galgos disponível em Coloane. Consiste num terreno com cerca de 7700 metros quadrados junto do largo da Cordoaria, perto do Paraíso dos Gatos, onde é possível criar uma estrutura temporária que não implica pedidos junto das Obras Públicas, indicou Albano Martins, presidente da ANIMA, em declarações no telejornal do Canal Macau.
“Para nós a solução mais viável foi uma que surgiu entretanto e que estava numa lista de 12 soluções apresentada ao IACM”, disse, referindo-se a este lote. “Primeiro, porque é um terreno rústico”, explicou, acrescentando que “o regime não é de concessão, é de aforamento, portanto não vamos violar regra nenhuma agora”. De acordo com Albano Martins, o espaço permite ter “habitações provisórias para os animais que não impliquem projectos nem aprovações das Obras Públicas”.
O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) ainda não deu a aprovação para o plano. “Já foi submetida às Obras Públicas uma carta a questionar se há algum impedimento”, disse Albano Martins à TRIBUNA DE MACAU. O activista acredita que se a resposta, que se espera que seja dada ao Canídromo no início desta semana, disser que não há impedimentos e comprovar que não é necessário haver construção, “tudo aponta que seja favorável”.
Para o presidente da ANIMA, o IACM prolongou o prazo de reclamação dos cães de sete para 60 dias em função das 12 alternativas propostas, e não apenas do envio dos animais para apartamentos. Quanto a essa possibilidade, “a ANIMA diz claramente que essa situação não serve”, tendo em conta dificuldades logísticas que implicam “uma estrutura que a ANIMA não tem”, mas admite que “não está colocada de parte”.
A Associação está a equacionar a utilização de contentores que acolham um máximo de três cães e cumpram as regras internacionais, no terreno em Coloane. “E têm de ter acessos directos, os animais não estão lá dentro fechados, têm portas para entrar e sair. E vai ter de ser tudo adaptado e climatizado”, referiu no Canal Macau da TDM.
A medida seria provisória, seguindo-se a reabertura dos processos de adopção. “Vão tomar algum tempo, porque não vamos fazer adopções irresponsáveis, vamos investigar a situação das famílias que querem adoptar e em Hong Kong vamos ter associações a apoiar nisso”, disse. Uma vez esgotadas as opções para adopção em nas duas regiões administrativas especiais, abrem-se portas para adopções na Europa e nos Estados Unidos.
Neste ponto, Albano Martins sublinhou que Angela Leong prometeu por iniciativa própria apoiar o envio dos galgos através de voos charter “para os sítios onde possam ficar o melhor possível o mais rapidamente possível, até termos capacidade, os dois, para criar o centro internacional [no Pac On]”.



