Não há hipótese dos galgos do Canídromo serem entregues à ANIMA, garantiu ontem Angela Leong, indicando que se os donos não quiserem os animais, ela própria irá cuidar deles após o fecho do espaço
Viviana Chan
Angela Leong rejeita entregar os galgos ao cuidado de “grupos de protecção de direitos de animais”, após o fecho do Canídromo a 21 de Julho do presente ano. Em declarações aos jornalistas, e sempre em referência indirecta à Sociedade Protectora dos Animais de Macau (ANIMA), Angela Leong criticou a campanha internacional de adopção que está a ser levada a cabo, classificando-a como uma perturbação. “Se eu apelar aos meus amigos, os galgos irão ser todos adoptados rapidamente. É desnecessário chamar alguém de fora para perturbar”, afirmou.
Insistindo na mesma ideia, a empresária e deputada garantiu que o número de galgos é tão pequeno que seria suficiente para serem todos adoptados pelos trabalhadores da Sociedade de Jogos de Macau (SJM).
Por outro lado, a directora executiva da SJM referiu ter lido uma notícia sobre a ideia de transportar os cães para Portugal, onde ficariam num canil para serem adoptados, num projecto que poderia custar cinco milhões de euros, mas considera ser totalmente desnecessário. “A ANIMA pediu um terreno ao Governo e posso fazer o mesmo”, apontou.
Salientando que todos os galgos têm proprietários, Angela Leong que é a eles que compete a responsabilidade de cuidar dos animais. “Os cães não são meus, não os posso dar. Se o proprietário não pretender o galgo e me quiser dar, então fico com ele”, disse, acrescentando: “Tendo dinheiro suficiente para criar centenas de galgos, não tenho? E até posso comer menos para os galgos terem comida suficiente”.
Para Angela Leong, campanhas para salvar os animais são falsas, porque os cães são propriedade de outras pessoas, não podem ser dados de qualquer maneira. Por isso, aos seus olhos, para além de não haver motivo para dar os animais, as campanhas servem para esconder fins lucrativos.
“A intenção não é fazer uma coisa boa. É apenas fazer dinheiro”, disse, acrescentando que os galgos do espaço de corridas são velhos.
Assegurou ainda que o Canídromo tem um plano para tratar dos cães. “Não queremos a intervenção de pessoas com má fé”, destacou, convidando “grupos ligados aos animais para visitar o Canídromo para ver como os galgos são tratados”.
“Os galgos vivem com muito paz e ainda faltam oito meses para o fecho do Canídromo. Acredito que os proprietários amam os seus galgos e peço por favor para não ouvirem informação que não fui eu a dizer, sobretudo informações difamatórias”, declarou.
Grand Lisboa Palace já tem 2.000 trabalhadores
Na mesma ocasião, a directora revelou, por outro lado, que o “Grand Lisboa Palace” já contratou cerca de 2.000 trabalhadores, mas segundo as estimativas serão precisos mais de 8.000. A data de abertura mantém-se apontada para este ano, sem um mês em concreto.



