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A Autoridade Monetária de Macau manifestou-se ontem determinada a conseguir o levantamento das restrições sobre o limite e âmbito das operações em renminbis

 

Em articulação com o sector financeiro local, a Autoridade Monetária (AMCM) “continuará a estimular o desenvolvimento das operações” em renminbis (RMB) em Macau, “atendendo à situação real e às necessidades” do território, assegurou ontem o organismo.

Nesse sentido, a AMCM prometeu “envidar todos os esforços, junto do Banco Popular da China, com o objectivo de conseguir o levantamento de restrições sobre o limite e âmbito das operações” em renminbis, por forma “a incentivar o progresso e o avanço do sector financeiro da RAEM”. O comunicado da AMCM foi divulgado no mesmo dia em que as autoridades de Hong Kong anunciaram que tais restrições serão suprimidas na próxima semana.

As operações em RMB têm sido realizadas pelos bancos locais, ao abrigo do acordo de regularização celebrado entre o Banco Popular da China e o banco-agente de Macau para a regularização das transacções em moeda chinesa. Este protocolo consagra disposições sobre o limite de conversão, sendo que no caso das operações individualizadas, por pessoa e transacção, foi fixado um montante máximo não superior ao equivalente a 20.000 renminbis. O mesmo valor limite é aplicado à conversão através das contas, por pessoa e em cada dia.

Segundo a AMCM, a evolução das operações realizadas em renminbis pelos bancos de Macau tem sido “marcada por uma permanente tendência de desenvolvimento, regular e estável”. Até ao final de Setembro deste ano, os depósitos na moeda chinesa junto dos bancos locais ascenderam a 118,7 mil milhões de renminbis. Já o valor acumulado da regularização das transacções em RMB no comércio transfronteiriço cifrou-se em 465 mil milhões de renminbis.