O director executivo da SJM entende que “toda a gente” gostaria que houvesse maior “clareza” relativamente às políticas de renovação da concessão das licenças de jogo. De qualquer forma, frisou Ambrose So, todas as operadoras com empreendimentos no território estão confiantes na renovação das licenças por já estarem a contribuir para a sociedade há mais de 20 anos

 

As diferentes operadoras de jogo do território gostavam que o Executivo da RAEM fosse mais específico no que respeita à renovação da concessão das actuais licenças de jogo, entende o director executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM). “Claro que toda a gente gostava de ter uma maior clareza sobre as políticas [de renovação das licenças]. O que toda a gente quer é que o Governo apresente certos critérios em termos de renovação dos contratos”, sublinhou Ambrose So, à margem do tradicional jantar comemorativo do Ano Novo Lunar.

O Governo de Macau encomendou dois estudos sobre o possível desenvolvimento da indústria do jogo entre 2020 e 2030. A lei que rege o sector indica que as licenças actuais podem ser prolongadas por um período máximo de cinco anos a contar a partir da sua data de expiração original, porém, uma vez que o contrato cesse, uma nova concessão deverá ser feita através de concurso público.

Relativamente à eventual abordagem do Governo à renovação das concessões, Ambrose So frisou que o Executivo já afirmou que irá haver um novo concurso o que “tecnicamente é correcto, tendo em conta que a lei actual permite apenas uma extensão até um máximo de cinco anos, o que não é suficiente quando se investe tanto dinheiro [em novos projectos]”. “Vamos seguir todas as exigências mas, claro, queremos ter uma maior clareza”, disse, citado pelo portal GGRAsia.

O CEO da operadora frisou que os responsáveis da indústria não esperam um resultado negativo após as actuais concessões expirarem. “Toda a gente está muito optimista relativamente à renovação das licenças porque [as operadoras] estão aqui há 20 anos a contribuir para a sociedade”, destacou Ambrose So. “Acredito que toda a gente vai conseguir a extensão, pelo menos é essa a percepção do mercado. Como somos a única operadora com raízes em Macau, temos uma grande probabilidade [de conseguir a extensão]”, sublinhou.

Questionado sobre a possibilidade de surgiu uma sétima concessionária, Ambrose So disse desconhecer esse cenário. “Isso não sei, mas há espaço suficiente para as seis operadoras”.

 

“Grand Lisboa Palace” em 2019

Por outro lado, Ambrose So indicou que a SJM pretende completar a construção do “Grand Lisboa Palace” este ano para começar a funcionar em 2019. O CEO disse que a operadora não está preocupada por ser a última das operadoras de jogo a abrir um “resort” no COTAI, uma vez que a mudança para lá irá, eventualmente, ajudar a expandir os negócios da empresa.

“Ainda temos a maioria do mercado na Península, ir para o COTAI é apenas uma questão de competir num novo mercado. Acreditamos que a nossa quota de mercado vai crescer porque continuamos a ter uma presença muito forte na Península e vamos começar a competir com as outras concessionárias no COTAI”, sustentou Ambrose So.

O orçamento do primeiro empreendimento da SJM no COTAI está avaliado em 36 mil milhões de dólares de Hong Kong.

De recordar que o “Grand Lisboa Palace” já sofreu vários atrasos. A construção da propriedade foi suspensa por 44 dias por ordem das autoridades no ano passado, após a morte de um trabalhador. O projecto foi também afectado pela passagem do tufão “Hato” em Agosto do ano passado. Além disso, registaram-se vários incêndios com origem incerta, o último deles em Setembro.