As referências negativas sobre a passagem dos portugueses por Macau, nomeadamente a actividades de contrabando e corrupção, serão retiradas da versão final dos Manuais de História, revelou Alexis Tam
A “associação dos portugueses a actividades de contrabando e corrupção, não será incluída na versão final” dos manuais de História, garantiu o Secretário para os Assuntos Sociais de acordo com uma nota divulgada pelo seu gabinete.
Esta garantia do Secretário Alexis Tam surge depois de se ter manifestado preocupado com as alusões negativas à passagem dos portugueses por Macau incluídas nesses manuais da responsabilidade da editora estatal chinesa, Editora Executiva Popular, e que ainda estão disponíveis apenas em formato digital para efeitos de consulta por parte das instituições de ensino secundário locais.
De acordo com o mesmo esclarecimento, Alexis Tam diz que esta decisão de retirar essas alusões aos portugueses foi tomada após contactos “com a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude e com a editora responsável pelo conteúdo dos manuais”.
Numa ocasião pública, o governante já tinha adiantado aos órgãos de comunicação locais que a versão até então conhecida não seria a definitiva. Na altura, Alexis Tam disse ainda que iria consultar a DSEJ no sentido de incluir especialistas portugueses na lista de historiadores consultados. No entanto, este novo esclarecimento não faz alusão a esta questão.
Recorde-se que a problemática em torno dos Manuais de História surgiu após uma reacção pública do deputado suspenso Sulu Sou que foi bastante crítico não só em relação à ausência de intervenção e aconselhamento de historiadores portugueses bem como ao que diz reflectir uma visão parcial e tendenciosa do passado do território.
C.A.



