Rodrigo Pontes, de 13 anos, estava ontem à noite em observação no hospital depois de ter sido agredido por um colega dois anos mais velho, na cantina da Escola Portuguesa de Macau. Os pais da vítima apresentaram uma queixa contra o jovem de 15 anos e o Corpo da Polícia de Segurança Pública já tentou saber se existem câmaras de vigilância no local da ocorrência

 

Inês Almeida

 

Os pais de um aluno de 13 anos da Escola Portuguesa de Macau (EPM) apresentaram uma queixa à polícia depois de o menor ter sido agredido por um colega dois anos mais velho, ontem de manhã. “Independentemente de ser inimputável [o adolescente de 15 anos], existe a responsabilidade dos tutores ou pais”, sublinhou o pai da vítima à TRIBUNA DE MACAU.

Agora, a investigação do Corpo da Polícia de Segurança Pública  vai seguir o seu curso. “Perguntaram-me se sabia se na cantina havia videovigilância e o mais provável é dirigirem-se lá amanhã [hoje]”, destacou Ricardo Pontes, revelando que o filho, Rodrigo, ficou internado ontem à noite por ainda sofrer de amnésia parcial. “Há coisas de que não se lembra, vai ficar em observação durante a noite e  amanhã [hoje] vai ser feita uma reavaliação”, frisou o pai que diz saber “muito pouco do sucedido”.

“O incidente ocorreu na cantina, esse facto já sei. Sei que o meu filho levou um murro de um colega na parte inferior do maxilar, do lado esquerdo, que lhe deixou o maxilar dorido e a parte interior do lábio com um hematoma excepcionalmente grande, além de ter ficado com a parte exterior do lábio bastante inchada”. Ricardo Pontes sabe também que o filho “perdeu a consciência e que naquele período entre ter levado o murro, perder a consciência e estar a cair, o agressor ainda o empurrou contra o chão, o que fez com que a pancada no chão da escola provocasse a perda de memória”, contou a este jornal.

Depois do sucedido, os dois alunos foram enviados para a  enfermaria para uma primeira assistência médica e posteriormente para a direcção da escola. “Foram conduzidos à direcção para falarem com uma professora e depois encaminhados para as salas de aula. Numa das aulas, a professora do meu filho reparou que ele estava constantemente a dizer que não se lembrava e mandou-o ir ter com o enfermeiro que me telefonou. Fui imediatamente à escola, levei o meu filho para casa e depois dirigimo-nos às urgências durante a hora de almoço e ele esteve toda a tarde a fazer análises e fez uma TAC à cabeça onde foram detectadas pequenas lesões”, explicou.

Ricardo Pontes disse ainda que tem mantido informada a directora de turma do filho, nomeadamente para a informar de que até ao final da semana ele vai estar ausente das aulas. “Irá faltar pelo menos sexta-feira a um teste e a uma apresentação de um trabalho, mas o que interessa é a recuperação”. Não houve qualquer comunicação com os pais do agressor.

A TRIBUNA DE MACAU tentou obter uma reacção ao sucedido por parte da direcção da Escola Portuguesa, mas até ao fecho desta edição não houve qualquer resposta.