A partir do dia 8 de Julho, 27 artistas de países lusófonos e da China vão apresentar trabalhos numa exposição que tem como curadores Alexandre Farto, mais conhecido por “Vhils”, e Pauline Foessel. O conceito tem como objectivo levar o público numa “viagem com impacto visual” que age como catalisador da introspecção e avaliação

 

Inês Almeida

 

Wasted Rita

A primeira edição do Festival de Artes entre a China e os Países Lusófonos traz a Macau, a partir do dia 8 de Julho, obras de 27 artistas lusófonos e chineses. A mostra tem como curadores Alexandre Farto, mais conhecido por “Vhils”, e Pauline Foessel. As obras vão estar divididas por seis diferentes exposições que têm um objectivo comum: explorar a questão do “Alter Ego”.

Ricardo Gritto

Num comunicado enviado à TRIBUNA DE MACAU, os curadores apontam que “funcionando como uma espécie de espelho analítico, estes trabalhos levam o espectador numa viagem com impacto visual, que funciona também como catalisador de uma introspecção e avaliação, resultando numa experiência que é esteticamente rica e comovente”. Embora as seis exposições tenham um conceito independente e o seu carácter único, em conjunto, formam uma colecção simbólica ligada por “uma premissa comum”.

A primeira mostra, “O Eu”, explora a consciência que temos de nós próprios e o nosso papel e capacidade de interagir com o que nos rodeia. A segunda, “O Outro”, foca-se na ideia de como precisamos de outras pessoas para existir e no modo como isto influencia a forma como olhamos para nós próprios. “Da linguagem à viagem” foca-se nas comunicações e experiências imersivas, explorando como formas comuns de linguagem permitem o estabelecimento de relações.

Guilherme Gafi

Espaço ainda para “Choque de Culturas”, dedicada às falhas de comunicação e barreiras que são criadas pelos diferentes passados culturais e experiências. A quinta exposição, “Globalização”, alarga o espectro de análise, olhando para o conceito de interacção entre as pessoas e entidades maiores e o intercâmbio que tem lugar num mundo cada vez mais interligado. A última parte da sequência, intitulada “Alter Ego” conclui o processo com uma incursão pela compreensão do facto de, embora sejamos todos diferentes, somos, fundamentalmente, todos iguais.

Yonamine

As obras de arte vão estar expostas pela cidade até 9 de Setembro.

Zhang Dali

A mostra inclui trabalhos de Add Fuel, Ricardo Gritto, Miguel Januário, João Ó e Rita Machado, Wasted Rita, Pedrita Studio e Vhils (de Portugal), Francisco Vidal (Portugal e Angola), Ann Hoi (Macau), Tony Amaral e Xisto Soares (Timor-Leste), Marcelo Cidade e Guilherme Gafi (Brasil), Fidel Évora (Cabo Verde), Kiluanji Kia Henda, Nástio e Yonamine (Angola), Herberto Smith (São Tomé e Príncipe), Abdel Queta Tavares (Guiné-Bissau), além de Gonçalo Mabunda e Mauro Pinto (Moçambique). De geografias mais próximas chegam Yiu Chi Leung e Wing Shya, de Hong Kong, e Li Hongbo e Zhang Dali, da China.