No contexto da tensão no Estreito de Ormuz, a volatilidade da cadeia de fornecimento já se propagou para o mercado, tendo os preços dos produtos alimentares de alta gama importados da Europa para Macau registado as subidas mais significativas entre todos os produtos, observou o presidente da Associação da União dos Fornecedores de Macau. Segundo Ip Sio Man, o “stock” dos chocolates e dos alimentos de alta gama vindos da Europa está quase a esgotar-se e, com a aproximação das férias de Verão, alguns produtos poderão enfrentar risco de esgotamento. Citado pelo jornal “Ou Mun”, o líder associativo acrescentou que será difícil encontrar, a curto prazo, alternativas para produtos e marcas europeus, como por exemplo leite em pó. Segundo constatou, o tempo de viagem das embarcações de carga da Europa para a Ásia já se prolongou de um mês para dois meses, sendo actualmente de três meses. Além disso, apontou para aumentos expressivos do custo de transporte dos papéis de alto padrão importados do Sudeste Asiático e da Europa, como guardanapos que se usam nos hotéis e fraldas (incluindo para adultos) japonesas e europeias, avisando para a consequente pressão de subida de preços. Face à situação, o sector já começou a encontrar produtos alternativos no Interior da China, revelou. Quanto aos artigos de uso diário, Ip Sio Man notou que não houve recentemente grandes flutuações nos preços, acrescentando que os aumentos de preços variaram entre 2% e 4%. Segundo assegurou, os fornecedores e os distribuidores locais conseguiram absorver parte dos custos, que ainda não foram transferidos para os consumidores. Nos próximos um ou dois meses, os preços dos bens essenciais permanecerão relativamente estáveis, previu.



