Com a possibilidade de construção do crematório em suspenso, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura disse que o projecto é necessário no território, mas entende que os serviços competentes precisam de auscultar mais opiniões da população
Rima Cui
Apesar de ressalvar que a questão da construção de crematório não é da sua competência, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura salientou ontem a importância de existir um crematório em Macau, porque a população necessita do mesmo.
À margem da cerimónia de inauguração do Centro de Saúde da Ilha Verde, Alexis Tam indicou ser preferível os serviços competentes ouvirem mais opiniões das pessoas. Isto depois da decisão do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de suspender a construção do crematório no Cemitério Sa Kong, após terem surgido reclamações da população.
O Secretário apontou ainda que uma equipa jurídica do Governo está a analisar o assunto. A ideia é avançar com uma revisão da legislação, para ser permitida a construção de um crematório fora do cemitério.
O dirigente falava no Centro de Saúde da Ilha Verde, ontem inaugurado e o terceiro da Zona Norte. Na cerimónia, Alexis Tam salientou que o Governo vai esforçar-se mais no âmbito de saúde, tendo planos para abrir dois centros de saúde na Zona A dos Novos Aterros e de colocar em funcionamento até ao final do ano o Lar de Idosos e o Hospital de Convalescença de Ká-Hó.
O Centro de Saúde da Ilha Verde pode servir entre 90 a 100 mil residentes, disponibilizando também serviços de avaliação e reabilitação pediátrica, diagnóstico e tratamento da demência para idosos e reabilitação de comunidade.



