O antigo vice-presidente do Instituto Cultural pediu a demissão por não se considerar adequado para a função, revelou o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. Apesar das várias alterações na direcção do organismo, o IC tem trabalhado bem e o moral do pessoal continua em alta, frisou Alexis Tam, elogiando o desempenho da actual presidente Mok Ian Ian

 

Rima Cui

 

Em menos de dois anos, desde a descoberta de casos de contratação ilegal de funcionários, o Instituto Cultural (IC) tem sofrido várias mudanças na direcção. Ieong Chi Kin, antigo vice-presidente do IC acaba de deixar o organismo, mas apesar disso, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura sublinhou que o moral dos funcionários não foi afectado, pelo contrário, está “muito elevado”. “Colegas do IC dizem-me que o moral está em alta”, precisou.

Segundo Alexis Tam, Ieong Chi Kin pediu a demissão e, apesar do Secretário entender que é “muito trabalhador” e de ter tentado convencê-lo a permanecer no cargo, não conseguiu. O que é uma pena, disse o secretário. “Ele acha que não é adequado para exercer a função de vice-presidente” do IC”, adiantou, garantindo que Ieong Chi Kin vai continuar a trabalhar no organismo.

Além de Ieong Chi Kin, uma chefe de departamento e um chefe de divisão do organismo também cessaram funções por vontade própria.

Chan Kai Chon, actual director do Museu de Arte de Macau, vai assumir o cargo de vice-presidente do IC a partir de amanhã, sendo um “elemento muito valioso”, afirmou Alexis Tam, garantindo que está muito feliz com a actual equipa do IC.

“Temos pessoal muito bom no IC. Não nos preocupamos. Desde a tomada de posse de Mok Ian Ian como presidente do IC, há quase um ano, ela tem-se dedicado à reordenação das questões de gestão. O IC está a trabalhar de forma calma e estável, e o trabalho também é reconhecido pela população”, defendeu o Secretário, recordando que um inquérito mostra que a área de cultura e educação foi o aspecto nas Linhas de Acção Governativa que mais satisfez os cidadãos.

Segundo Alexis Tam, o IC vai ter ainda mais trabalho, sobretudo na área de protecção de património cultural e de educação cultural e artística.

De recordar que, em Março de 2017, o Comissariado Contra a Corrupção divulgou um relatório onde era referido que o IC tinha um elevado número de trabalhadores em regime de aquisição de serviços, violando a legislação da função pública. Pouco antes da divulgação do relatório, o então presidente Ung Vai Meng reformou-se, e a liderança do IC foi entretanto entregue a Leung Hio Ming. Porém, menos de um ano depois, Leung Hio Ming e Chan Peng Fai, antigo vice-presidente do IC, pediram a demissão.

Em Dezembro do mesmo ano, a então subdirectora dos Serviços de Turismo, Cecília Tse, foi nomeada para assumir a liderança do IC, mas mais tarde pediu para sair por motivos de saúde. Nesta altura, Mok Ian Ian foi nomeada presidente do organismo.

 

Reiterado apoio à criminalização das pensões ilegais

O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura voltou ontem a manifestar-se favorável à criminalização das pensões ilegais. “Considero que a criminalização das pensões ilegais em Hong Kong é um exemplo muito bom para nós, é um modelo que merece ser estudado”, referiu Alexis Tam, acrescentando que cada vez mais residentes apoiam essa medida.