Os lesados do Pearl Horizon não estiveram sozinhos no protesto e entrega de petição endereçada ao Chefe do Executivo, já que à porta da Assembleia Legislativa também moradores de Seac Pai Van se manifestaram contra a construção do depósito de substâncias perigosas. Além disso, Chan Kuok Sam protestou sozinho por um alegado caso de erro médico envolvendo a filha

 

Viviana Chan

 

Aproveitando a ida do Chefe do Executivo ao plenário da Assembleia Legislativa (AL), dois grupos e um indivíduo apresentaram petições, com esperanças de que os seus pedido sejam atendidas por Chui Sai On.

À porta da Assembleia, viram-se os guarda-chuvas e camisolas pretas de cerca de 50 membros do grupo de compradores do Pearl Horizon, que liderados por Kou Meng Pok exigiram que o Chefe do Executivo resolva o caso ainda no seu mandato.

“O caso aconteceu depois de 2009, quando Chui Sai On tomou posse como Chefe do Executivo. É um caso triste, há-de ser ele a resolver isto”, disse.

Em declarações aos jornalistas, reiterou que os compradores querem que o Governo arranje uma solução para que obtenham uma casa exactamente igual à que compraram e não uma de habitação temporária como é proposto.

“O caso deve ser resolvido inteiramente, pode ser concurso público do terreno, revisão da Lei de Terras, ou interpretação da Lei de Terras, mas têm de nos fazer justiça”, afirmou Kou Meng Pok.

Em relação ao plano de realojamento provisório, declarou categoricamente: “não queremos esse tipo de casa, o Governo já nos enganou uma vez, não queremos que nos tente enganar outra. O Executivo não tem credibilidade para nós”.

Kou Meng Pok  adiantou que um advogado está a tratar de documentos para recorrer à via judicial e exigir ao Governo o pagamento de indemnização. “A primeira fase, temos mais de 600 processos, já entregamos os documentos, como o contrato de compra e recibos, que estão no escritório do advogado. Mais tarde, haverá uma segunda e terceira fases”, realçou.

A Associação dos Compradores do Pearl Horizon conta com mais de 1.600 lesados, mais de metade do total de lesados do mesmo empreendimento.

O representante dos lesados garantiu que a associação se mantém determinada a lutar por muitos anos porque acreditam no direito do bem privado ser assegurado. “O Executivo trata-nos  omo vítimas, mas nós só estamos a defender a nossa propriedade, comprada legalmente”, frisou.

 

Moradores ignorados

pelo Executivo

No mesmo local, um grupo de moradores de Seac Pac Van também apresentou uma petição a Chui Sai On, como parte da tentativa para impedir a construção do depósito e armazém de substâncias perigosas no Cotai.

A petição também foi entregue a todos os deputados, noutra tentativa de que algum deles possa abordar o tema na reunião plenária da AL. Além disso, os deputados foram convidados a participar no protesto, que terá em lugar, no domingo, em Seac Pai Van.

Na página de Facebook do grupo, a representante Edith Mak acusou o Governo de ignorar as mais de 7.000 opiniões dos moradores de Seac Pai Van e apontou o dedo ao Chefe do Executivo por ter passado a batata quente ao Corpo dos Bombeiros.

Também ontem à mesma hora, Chan Kuok Sam entregou uma carta à AL, mantendo a luta em defesa da filha, alegadamente vítima de erro médico. Apesar da filha ter morrido em 2014, depois de mais de 10 anos em estado vegetativo, o cidadão não desiste de luta e exige a responsabilização pela situação.