A RAEM deveria ponderar definir uma taxa turística à entrada do território, por forma a alcançar um equilíbrio entre o desenvolvimento do sector e a qualidade de vida dos residentes, defende Agnes Lam

 

Viviana Chan

 

As autoridades de Macau devem considerar a possibilidade de criar uma taxa turística à semelhança das políticas implementadas pelo Japão e na cidade italiana de Veneza que têm como objectivo controlar o turismo de massa. A posição é manifestada por Agnes Lam numa interpelação escrita, relembrando que “várias cidades começaram a tomar medidas. Veneza começou a cobrar taxas nos hotéis e a aplicar taxas turísticas para equilibrar a necessidade de desenvolvimento de turismo e a qualidade de vida dos seus residentes”.

Aliás, observa a deputada, a cobrança destas taxas deve ser necessária para suportar os custos associados à gestão da polícia turística e assegurar a manutenção das instalações turísticas e comunitárias.

Nesse sentido, Agnes Lam considera essa política como uma solução ideal para equilibrar o desenvolvimento do sector turístico e o bem-estar da população, sobretudo numa cidade em que o número de turistas já chegou aos 35 milhões no ano passado. E, neste sentido, a época do Ano Novo Lunar poderá representar “outro desafio à capacidade de recepção de turistas”.

No mesmo âmbito de desenvolvimento do turismo, a deputada sugeriu o reforço das competências da polícia turística permitindo que tenha o poder de determinar os percursos dos grupos excursionistas para que o impacto junto dos moradores seja menor.

Além disso, a polícia turística deve assumir a responsabilidade de manter uma comunicação íntima entre os lojistas e moradores, sustentou a deputada.