Alguns agentes dos Serviços de Alfândega (SA) foram atacados durante uma operação que culminou com a intercepção de seis ilegais que tentavam entrar no território com recurso a uma lancha. A embarcação foi detectada em frente ao Aeroporto Internacional de Macau na madrugada de domingo, sendo que o condutor, em vez de parar para se sujeitar à inspecção dos SA, decidiu antes fugir. Devido à velocidade, a lancha acabou por embater num barco dos SA e um dos suspeitos terá atacado os agentes com um pau de bambu. Todavia, não causou ferimentos nos agentes, indicaram as autoridades. No final da operação, as autoridades conseguiram deter seis suspeitos entre os 23 e 45 anos, cinco dos quais naturais do Interior da China e um sexto portador do BIR da RAEM. Três suspeitos (incluindo o residente de Macau) deverão ser acusados de acolhimento ilegal enquanto os restantes enfrentam crimes como coacção e desobediência. Os primeiros três já foram encaminhados para o Ministério Público e os restantes entregues à Polícia Judiciária.

 

Videovigilância ajudou a investigar quase 700 casos

Os Serviços de Polícia Unitários (SPU) revelaram que o sistema de videovigilância nos espaços públicos ajudou na investigação de 685 casos, desde a entrada em funcionamento em Setembro de 2016. Entre os casos contam-se roubos, assaltos e fogo posto, entre outros. Segundo o jornal “Ou Mun”, só nos primeiros dois meses deste ano foi necessário recorrer a esse sistema em 115 casos. Os SPU indicaram que as câmaras estão instaladas em zonas com muito fluxo populacional, mas também serão colocadas novas nalgumas áreas escondidas. Segundo os dados estatísticos, foram instaladas 219 câmaras na primeira fase, passando os dados obtidos pelo centro de dados na sede do Corpo de Polícia de Segurança Pública no Edifício Conforseg. O outro centro situa-se no Edifício dos Serviços de Migração no Pac On. A instalação de 601 câmaras da segunda e terceira fases foi concluída a 13 de Março e poderão entrar em funcionamento no segundo trimestre deste ano. A quarta fase prevê mais 800 câmaras, devendo as obras ficar concluídas nos primeiros três meses de 2020. As autoridades ponderaram alargar o âmbito da videovigilância até à Ponte da Delta e aos novos aterros urbanísticos.