A contratação de trabalhadores não-residentes considerada excessiva por alguns deputados levou alguns, como Au Kam San, a insistir num controlo mais apertado à importação de mão-de-obra. Lionel Leong rejeitou a hipótese de quotas específicas por sectores defendendo que as necessidades devem ser analisadas caso a caso

 

Alguns deputados voltaram, na sexta-feira, a criticar a importação de trabalhadores não-residentes que consideraram “excessiva” em alguns sectores, solicitando que sejam fixadas quotas por cada sector profissional.

Au Kam San foi o primeiro a lançar a sugestão. “Se começamos a contratar TNR, se abrirmos esta porta, qual é o impacto? Vai ser muito negativo, os locais perdem o emprego. Quais são os sectores que podem importar TNR? Qual é o número? Se um sector precisa de dois mil TNR, não importem quatro mil, senão tem impacto nos trabalhadores locais”.

No entanto, a sugestão não foi bem recebida pelo Secretário para a Economia e Finanças uma vez que no mesmo sector e até no mesmo local pode haver condições de trabalho diferentes. “Não podemos ter só uma regra para aplicar a diferentes casos. Não íamos conseguir ajudar e dar resposta às necessidades das empresas. Temos de avaliar caso a caso, com rigor”, disse Lionel Leong, garantindo que o número de trabalhadores importados está a diminuir.

A ocupação de cargos de topo nos casinos por parte de residentes foi outro dos assuntos em que os deputados insistiram, com o director dos Serviços para os Assuntos Laborais a responder às reivindicações garantindo que o número está a aumentar. “Entre Janeiro e Outubro de 2017, em comparação com mesmo período do ano passado, registou-se um aumento de 580 pessoas”, afirmou Wong Chi Hong.

 

Regalias em Guangdong

O Governo vai estudar a possibilidade de alargar regalias a residentes que estejam a viver na Província de Guangdong. “Os que estão a viver na China e nas zonas vizinhas também precisam do nosso apoio e de ser favorecidos pelas nossas medidas, por exemplo, através de impostos, benefícios fiscais ou na parte da educação das crianças”, sublinhou o Secretário para a Economia e Finanças, assegurando que estão a ser desenvolvidos estudos nesse âmbito. “Vamos manter contactos com o Governo da Província de Guangdong para haver maior circulação de pessoas”. Lionel Leong recordou que está a ser criada “uma Grande Baía” e defendeu que, no futuro, as regalias devem ainda ser maiores.

 

Diplomas “à espera” do jogo

A possibilidade de as operadoras de jogo poderem vir a contribuir com uma maior fatia das suas receitas só será avaliada na altura em que forem revistos os diplomas legais associados ao sector do jogo, frisou o Secretário para a Economia e Finanças na sexta-feira. “As operadoras têm taxas diferentes. Na realidade, temos de alterar os diplomas legais que têm a ver com o sector do jogo. Em breve vão expirar as licenças, por isso, em curto prazo não vamos rever a Lei”, destacou Lionel Leong.

 

Site temático da Baía

A pensar no desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e no crescente interesse dos empresários do território por esta área, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos desenvolveu um “site temático” que tem como objectivo disponibilizar informações relacionadas com a situação dos investimentos nessa zona. “Para integrar a cooperação regional, criámos um site e vão ser disponibilizados dados estatísticos sobre pessoas e investimentos”, indicou um responsável da DSEC. “Estamos em contacto estreito com as autoridades da China. Este site temático vai ser lançado no próximo ano e vamos tomar como referência outras regiões e criar um sistema de indicadores, uma base de dados específica para esta área”.

 

I.A.