São pelo menos 12 as ligações internacionais que vão ser retomadas em Março. O presidente da Autoridade de Aviação Civil adiantou ainda que a Air Macau mantém cerca de 70% dos pilotos que tinha no período pré-pandemia

 

Em Março, pelo menos 12 ligações internacionais – para destinos da Ásia – serão retomadas, sendo que os primeiros turistas do exterior devem chegar da Tailândia e Coreia do Sul. Na sessão plenária da Assembleia Legislativa (AL), realizada na sexta-feira, o presidente da Autoridade de Aviação Civil, Simon Chan, recordou que antes da pandemia existiam 62 rotas, das quais 35 entre a RAEM e o Continente chinês, e 24 ligações internacionais, envolvendo 32 companhias aéreas.

Em resposta ao “Ou Mun Tin Toi”, a Autoridade de Aviação Civil disse entretanto que no próximo mês serão retomados os voos para Manila, Da Nang e Chiang Mai. Revelou ainda que a taxa de ocupação dos voos para o estrangeiro tem estado entre 31% e 83%, sendo que os voos para Banguecoque têm sido os mais populares.

Durante a sessão na AL, Simon Chan adiantou ainda que a Air Macau mantém 70% dos pilotos face ao período de 2019. E no que respeita ao regime jurídico da exploração da actividade de transporte aéreo, cuja revisão foi iniciada em 2021, disse apenas que será apresentado à AL em 2023. Recorde-se que o contrato de exclusividade com a Air Macau termina em Novembro próximo.

“Quanto ao rumo de desenvolvimento, temos uma posição de abertura e vamos discutir a quinta liberdade de aviação com muitos países”, afirmou Simon Chan, acrescentando que há 13 voos internacionais de transporte de carga e dois do Médio Oriente. “Quanto às rotas de longa distância da Europa ou América, é preciso ter um número estável de clientes. Por enquanto, ainda não reunimos estas condições e as empresas não estão interessadas em abrir rotas para Macau”, assinalou.

O Secretário para a Economia e Finanças, por sua vez, sublinhou que o Governo “dá grande importância ao desenvolvimento de diferentes mercados emissores de visitantes”, apontando que os Serviços de Turismo vão continuar a colaborar com a Air Macau para alargar a oferta dos bilhetes de avião até este ano, e estendê-la mesmo a rotas estrangeiras “para reforçar a exploração das fontes de visitantes”.

Ao mesmo tempo, Lei Wai Nong disse que “serão bem aproveitadas as rotas internacionais dos aeroportos das cidades vizinhas como Hong Kong e Guangdong”. O governante acrescentou também que o Executivo vai intensificar os esforços para promover o itinerário Macau-Hengqin e “reforçar ainda mais” a cooperação no âmbito do turismo entre as cidades da Grande Baía.

 

2.000 quartos “parados” devido à falta de mão-de-obra

A directora dos Serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes, disse, durante a reunião plenária na Assembleia Legislativa, que devido à falta de mão-de-obra no sector da hotelaria há cerca de 2.000 quartos que não podem ser disponibilizados. Durante a pandemia, muitos trabalhadores não residentes saíram do território, e por altura do Ano Novo Chinês, quando a RAEM acolheu cerca de 451 mil turistas durante sete dias, o sector admitiu que há falta de pessoal, pelo que muitos quartos não podem ser utilizados.

 

C.P.