O Aeroporto Internacional de Macau anunciou ontem que quer reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 30% até 2028.
Depois de um plano que previa a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) em 20% até ao fim de 2018 em relação aos níveis de 2012, a Sociedade do Aeroporto de Macau (CAM) lançou uma nova estratégia com o objectivo de diminuir ainda mais a sua pegada ecológica.
Segundo um comunicado da CAM, considerando o aumento constante do volume de tráfego e a futura expansão do aeroporto, foi traçada uma “meta ambiciosa” para reduzir as emissões de carbono, pretendendo-se um corte de 30% em 2028, em relação aos valores do ano passado.
A CAM está confiante na capacidade de cumprimento desta meta “através da implementação de vários projectos de investimento e medidas operacionais ao nível da eficiência energética e de combustíveis, gestão de resíduos, infra-estruturas ‘verdes’ e empenho das partes interessadas”.
Questionada pela agência Lusa, na semana passada, fonte do Aeroporto afirmou ter reduzido as emissões de CO2 em 41% em 2018, em comparação com 2012. “As metas de reduzir as emissões de carbono nos movimentos em 20%, em 2018, estão alcançadas. A redução das emissões de carbono (…) em comparação com 2012 ultrapassou os 41%”, disse.
De acordo com o último Relatório do Estado do Ambiente de Macau de 2017, as emissões de CO2 no território subiram 6,2%, entre 2007 e 2016.
A nota ontem divulgada refere que actualmente 80% dos veículos ‘Follow-Me’ e 40% dos veículos de serviço são eléctricos ou híbridos. A companhia sublinha ainda que o aeroporto reduziu o consumo de electricidade em mais de 2,7 milhões de kWh por ano. A infra-estrutura substituiu as lâmpadas convencionais por lâmpadas LED e mais de 310.000 quilogramas de diferentes tipos de resíduos foram reciclados.
Por outro lado, a CAM recordou que a construção da extensão para sul do terminal de passageiros do Aeroporto arranca no primeiro trimestre deste ano esperando que, aquando da sua conclusão em 2020, a capacidade de acolhimento do terminal ascenda a 10 milhões de passageiros por ano.



