O Aeroporto de Macau está a substituir o “Sistema de Processamento de Informação dos Serviços de Transporte Aéreo” por um modelo mais actualizado. Prevê-se que esse processo fique concluído no segundo semestre deste ano. O melhoramento irá permitir, segundo a Autoridade de Aviação Civil, aumentar a eficiência da ligação entre os sistemas de gestão de tráfego aéreo dos aeroportos de Macau e Hong Kong

 

VÍTOR REBELO

 

A Autoridade de Aviação Civil (AACM) está em fase de substituição do “Sistema de Processamento de Informação dos Serviços de Transporte Aéreo” no Aeroporto Internacional de Macau por um modelo mais actualizado, cuja conclusão está prevista para o segundo semestre de 2025. Com o melhoramento introduzido, a AACM acredita que será aumentada a eficiência da ligação entre os sistemas de gestão do tráfego aéreo dos aeroportos de Hong Kong e Macau.

Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Leong Hong Sai, direccionada para as questões de gestão do espaço aéreo e segurança do aeroporto, o presidente da AACM, Pun Wa Kin, refere que estão também em preparação os trabalhos para a modernização dos sistemas de comunicação, navegação e vigilância, estimando que o concurso público seja lançado durante este ano. Os novos sistemas deverão entrar gradualmente em funcionamento entre 2026 e 2027.

Outros projectos de modernização deverão ser implementados durante o corrente ano, sendo aproveitada uma parte da área comercial anteriormente ocupada por lojas francas para ampliar as áreas de inspecção de segurança e de partidas, “melhorando a eficiência do procedimento de inspecção de segurança através da optimização do espaço e da introdução de modificações tecnológicas”, salienta a resposta da AACM ao deputado da Assembleia Legislativa.

No que diz respeito à gestão do espaço aéreo, o organismo que orienta, regulamenta e inspecciona as actividades relacionadas com a aviação civil no espaço aéreo da RAEM, recorda que as autoridades do sector do Interior da China, Hong Kong e Macau criaram um mecanismo de cooperação tripartida. Nesse sentido, são realizadas “reuniões regulares para elaborar planos de gestão do espaço aéreo a médio e longo prazo da Região do Delta do Rio das Pérolas e explorar novas tecnologias para optimizar a utilização do espaço aéreo”.

Entre outras iniciativas, foi introduzida, a partir de 2019, a nova tecnologia denominada “Required Navigation Performance – Approval Required”, com o objectivo de melhorar as situações de aproximação falhada ou desvio de voos devido a factores meteorológicos, reduzir significativamente o número de aproximações instáveis e aumentar a segurança operacional.

Sobre o desenvolvimento do serviço de “táxis aéreos”, mencionado na interpelação de Leong Hong Sai, a AACM diz que não pode considerar-se apenas o funcionamento do mercado comercial, “sendo igualmente necessário priorizar e garantir tanto a segurança da aviação quanto a protecção pública”.

Já na questão das aeronaves não tripuladas (drones), a resposta ao deputado indica que, para acompanhar o desenvolvimento da tecnologia e a sua ampla aplicação, a AACM “empenha-se em satisfazer, dentro do possível e garantindo a segurança operacional, as necessidades de utilização de aeronaves não tripuladas em diversos sectores”.

Para esse fim, sublinha, “após a avaliação das condições de segurança, foram estabelecidas restrições de altitude diferenciadas e delimitadas áreas de voo para a operação dessas aeronaves no limitado espaço aéreo de Macau”.

Por outro lado, a fim de facilitar os patrulhamentos governamentais e as operações de socorro de emergência, ao apreciar os pedidos de autorização para actividades com aeronaves não tripuladas, a AACM realiza uma avaliação abrangente com base em factores como o local de voo, horário, modelo e peso da aeronave, entre outros.