A sentença do caso das criptomoedas que envolve Frederico Rosário e o empresário de Hong Kong Dennis Lau foi adiada para 6 de Abril, na sequência de algumas alterações “não substanciais”, propostas para os factos de acusação pelo juiz presidente do Tribunal Judicial de Base, noticiou a “Macau News Agency”.
Dennis Lau e Frederico Rosário estão a ser julgados por 48 acusações de fraude envolvendo cerca de 12 milhões de dólares de Hong Kong em dinheiro perdido por investidores num negócio criptomineração em Hong Kong. Ambos realizaram vários seminários na Associação dos Funcionários Públicos de Macau (ATFPM) nos quais foi apresentada a possíveis investidores locais uma oportunidade de investimento na Forger Tech, envolvida no negócio de criptomineração.
Os pais de Frederico Rosário, Rita Santos e Frederico Alexandre do Rosário, director do Conselho de Administração da TDM, bem como o deputado José Pereira Coutinho, foram investidores do projecto. No total, 71 investidores locais foram alegadamente enganados em quase 14,2 milhões de patacas, com alguns a investirem até 1,8 milhões no negócio.
Durante o julgamento, o Ministério Público acusou Frederico Rosário de ter oferecido garantias aos investidores, incluindo familiares e amigos, que não pôde cumprir, e por se apresentar como membro da empresa, mas não ter conhecimento dos detalhes operacionais da mesma.
A defesa, liderada por Luís Almeida Pinto, afirmou que o empresário era também ele vítima, sendo Lau, o chefe da Forger Technology, o mentor por detrás do esquema. Disse que Rosário não tinha acesso às contas da empresa e que só tinha uma participação de 10%. Também afirmou que Rosário apenas concordou em receber dividendos da sua participação na empresa e nunca recebeu quaisquer comissões de investimentos que atraiu para o negócio.
A esposa de Rosário – que perdeu cerca de 357.500 patacas no negócio – disse que as acusações que apresentou eram apenas contra Lau e não contra o seu marido.



