Preocupações com a capacidade do Centro de Saúde dos novos aterros dar resposta à densidade populacional da Zona A e a ausência do representante dos Serviços de Saúde para esclarecimento das mesmas levou ao adiamento da decisão sobre a sua planta de condições urbanísticas

 

A planta de condições urbanísticas (PCU) para construção de um Centro de Saúde na Zona A dos novos aterros, foi ontem discutida em Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU), mas ficou suspensa até à participação de representantes dos Serviços de Saúde de Macau (SSM) na reunião. Leong Keng Seng frisou que será enviado um convite aos SSM para participação na próxima sessão, uma vez que os membros do CPU consideraram não dispor de todas as informações necessárias para uma tomada de decisão.

Os representantes da DSSOPT indicaram que o projecto do centro de saúde teve em conta as referências ao nível de habitação social, sendo destinado a servir também a população a norte e sudeste. “Perante o planeamento das novas zonas comunicámos com a parte da Saúde, dizendo que para cada 50 mil pessoas é necessário criar um centro de saúde”, indicaram. Estima-se que a Zona A venha a ter 96 mil pessoas, pelo que reservaram dois lotes para construção do centro de saúde.

No entanto, alguns dos membros consideram ser difícil concluir se o estabelecimento consegue dar resposta às necessidades devido à elevada densidade populacional.

Para além disso, levantaram-se questões ao nível dos transportes. Um vogal do CPU referiu a importância de fazer um plano optimizado do modelo de transportes, nomeadamente para veículos do próprio Centro de Saúde, como ambulâncias, e dos seus utentes. “Se não planeamos com antecedência, no futuro precisaremos de encontrar um novo local para esse fim”, disse, exemplificando com a insuficiência do centro de cuidados de Seac Pai Van ao nível da transferência de doentes, o que “complica o trânsito e a vida dos doentes”.

Leong Keng Seng concluiu assim que “não temos dúvidas da finalidade [do projecto], mas há reservas se satisfaz necessidades da população”, adiando-se a decisão.

 

Aprovado depósito de substâncias perigosas

Um terreno junto à Avenida Marginal Flor de Lótus e outro junto à Estrada do Dique Oeste serão utilizados para a construção de um depósito provisório de substâncias perigosas. Leong Iok Sam, representante do Corpo de Bombeiros, alertou que a entidade procura “um local mais apropriado para armazenamento de depósito” de forma a “evitar que haja perigo” para a população, e que os terrenos encontrados se encontram mais longe da zona residencial, pelo que os consideram adequados.

“No futuro quando encontrarmos um local fixo e definitivo que seja seguro vamos transferir este depósito para lá. E iremos futuramente entregar esta zona que é destinada ao depósito provisório”, referiu, sugerindo que a solução permanente pode passar por novos aterros.

Os depósitos da Península e de Coloane vão-se manter, apesar de o responsável dos Bombeiros admitir ponderar mudar o da Ilha Verde se a população considerar ser necessário.

Para já, a solução encontrada vai permitir armazenar substâncias como oxigénio, entre outras, de acordo com necessidades de quotidiano. “Cerca de 3000 botijas”, indicou Leong Iok Sam, que garante que o projecto terá segurança.

“Pretendemos que o projecto de arquitectura vá ao encontro dos parâmetros de contra-incêndio, para eventual fogo, e detectores de fogo para termos um sitio seguro. Para além disso teremos uma equipa profissional para gerir todo o espaço, fazer o manuseamento e transporte de todas as substâncias perigosas”.

Não existe um calendário para entrada em funcionamento das obras para as instalações, mas Leong Sin Man frisou querer “encontrar local e que as obras se iniciem o mais rapidamente possível” porque “o sector está a apelar que o projecto avance com alguma urgência”.

 

S.F.