As autoridades da RAEM e de Xangai assinaram quatro memorandos que abrangem áreas como a realização de fóruns, troca de informação sobre convenções, criação de um mecanismo sobre procura de investimentos e de um plano de estágios
Inês Almeida
Economia, educação e convenções são apenas algumas das áreas em que Macau e Xangai pretendem estreitar laços com a assinatura, ontem, de quatro memorandos.
O primeiro dos acordos prevê que sejam co-organizadas actividades anuais pelas duas cidades como fóruns, visitas, formação e deslocações ao exterior, com um tema a ser definido anualmente. Este ano a temática foca-se nas convenções e exposições.
Outro dos memorandos refere-se à troca de informação em matéria de convenções e exposições e partilha de recursos.
Foi assinado ainda um acordo entre os serviços financeiros de Xangai e a Autoridade Monetária de Macau com vista a “aperfeiçoar o mecanismo de reunião regular” além de aprofundar “o mecanismo de intercâmbio de informação, apoiando os sectores ou associações a criar um mecanismo de troca de informação sobre a procura de investimento e financiamento”.
Um quarto acordo propõe-se a promover o intercâmbio de jovens e associações através de vários planos como visitas mútuas de alunos do ensino secundário e um plano de estágios para os jovens da RAEM em Xangai, sobre o qual não foram adiantados mais pormenores.
Na sessão de assinatura, Chui Sai On destacou que “com a abertura, em breve, da Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau e a publicação das Linhas Gerais do Planeamento e Construção da Grande Baía, Macau passará a estar dotada de um maior espaço e de mais oportunidades de desenvolvimento”.
Por sua vez, o presidente do Município de Xangai frisou que com a abertura da Ponte do Delta “Macau pode destacar ainda mais as suas próprias vantagens e terá um bom desenvolvimento”. Ying Yong promete também introduzir novos projectos para que a cooperação entre ambas as regiões suba “a um novo patamar”.



