O número de acidentes cuja culpa é imputável aos condutores de autocarros das três concessionárias aumentou um terço. No total, registaram-se 242 acidentes com essas viaturas entre Janeiro e Março deste ano. Dados oficiais indicam ainda que, apesar do número de veículos ter crescido 6,2% no mesmo período, o total de condutores apenas aumentou 0,9%

 

Liane Ferreira

 

No primeiro trimestre de 2018, registaram-se 242 acidentes de viação imputáveis às operadoras de autocarros, contra 182 em igual período do ano passado, revelam dados dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). Esta subida anual representa uma variação de 33%.

De acordo com as informações oficiais, a Transmac foi a operadora com mais acidentes entre Janeiro e Março, num total de 102, mais 45 do que trimestre homólogo de 2017, equivalente a uma subida de 78,9%.

A segunda companhia com mais registos de acidentes foi a Nova Era, com um total de 84, no entanto a variação é mais pequena, de 2,4%, pois apenas se verificaram mais dois acidentes. A questão aqui está no facto do número em si já ser elevado.

Por seu lado, no trimestre em causa, a TCM foi considerada culpada em 56 acidentes, mais 13 do que no mesmo trimestre de 2016, o que representa um acréscimo de 30,2%.

Em primeiro lugar na lista de pontos negros de acidentes apresentados pelas três operadoras está o troço da Rua do Campo em direcção à Avenida de Horta e Costa, que inclui a Associação Geral das Mulheres, o Colégio Santa Rosa de Lima e a Escola Pui Tou. Segue-se o troço da Avenida de Horta e Costa em direcção ao Mercado Vermelho, na Escola Pui Ching.

Na Taipa, as rotundas são os pontos mais críticos, nomeadamente as de Leonel de Sousa, Tenente Pedro José da Silva Loureiro, do Estádio, Ouvidor Arriaga e mesmo da Piscina Olímpica.

Até 31 de Março, havia em Macau 921 autocarros públicos, mais 6,2% em comparação com o período homólogo de 2017, sendo 69 movidos a gás natural.

Face a este aumento já significativo no número de veículos é surpreendente que o número de motoristas tenha crescido apenas 0,9%, o equivalente a mais 11 pessoas. No total, as três companhias tinham 1.292 motoristas no final de Março.

 

Carreira do 26 A torna-se na terceira mais procurada

Nos três primeiros meses de 2018, o número total de passageiros transportados pelos autocarros públicos atingiu cerca de 53 milhões, uma média diária de 586 mil, que em comparação com o mesmo período do ano passado (51 milhões) representa um acréscimo de 3,7%. O número médio diário de frequência de autocarro situou-se em cerca de 9.600 (menos 8,3%) e a quilometragem diária atingiu 137 mil quilómetros (mais 3,1%), dizem os dados oficiais.

É de notar que na tabela das três carreiras com maior número médio diário de passageiros, a 33 e a 3 ocupam os dois primeiros lugares, seguidas da 26 A, que tem uma média de 20.350 pessoas por dia.

Esta mudança na tabela é reflexo das alterações da carreira nº25, que anteriormente ocupava esse lugar, atravessando as principais artérias da cidade até à Praia de Hac-Sá. Em Junho do ano passado, o terminal da carreira na Praia de Há-Sá foi cancelado e o autocarro passou a parar na Vila de Coloane e na sua pequena paragem. Tal gerou não só o descontentamento dos moradores e funcionários de lares de idosos nas imediações como a apresentação de petições ao Governo.