A empresa que detinha a maioria do capital da Viva Macau – Sociedade de Aviação, Limitada, usou cerca de 220.000 dólares americanos para exercer pressão junto do Governo da RAEM
O maior accionista da empresa Viva Macau – Sociedade de Aviação, Limitada, uma empresa internacional de fundos privados intitulada “MKW Capital Management”, gastou cerca de 220.000 dólares americanos para recrutar serviços do escritório de advocacia “Squire Patton Bogg” de forma a que esta exercesse lobby junto do Governo da RAEM, avançou ontem a Macau News Agency (MNA).
A MKW Capital Management detinha uma participação de 75% na Viva Macau. A empresa era encabeçada por Reginald MacDonald, Kevin MacKenzie e James Wolf.
Foi entre 8 de Setembro de 2010 e 30 de Junho de 2014, que se efectuou esta pressão através de entidades americanas. A ProPublica revelou documentos judiciais a indicarem que as agências através das quais se fez lobbying foram o Departamento do Tesouro, a Câmara de Deputados, o Departamento de Estado, o representante comercial dos EUA, o Departamento do Comércio e o Senado. A advogar pelos interesses da empresa estiveram Darryl Nirenberg, Robert Kapla, Matthew Oresman e Thomas Boggs.
Os procedimentos tiveram início perto da data de declaração de falência da empresa, que se deu a 13 de Setembro de 2010. Quando o Tribunal Judicial de Base emitiu a decisão, o CEO da Viva e o director da MKW Capital Management já tinham saído do território, avançou Mark Elbert, um antigo piloto da companhia aérea, à MNA.
No momento em que a empresa declarou falência, em Setembro de 2010, os trabalhadores estrangeiros da companhia aérea tiveram os seus vistos de trabalho cancelados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, nunca tendo recebido o último mês de salário, indicou Mark Elbert à Macau News Agency.
Os trabalhadores residentes, porém, têm direito por lei a receber o último mês de pagamento pelo Governo da RAEM quando uma empresa fecha, pelo que receberam o dinheiro por esta via.



