Alexis Tam anunciou a abertura, em 2020, de uma sucursal da Academia do Cidadão Sénior do Instituto Politécnico na Taipa. As infraestruturas deverão permitir oferecer 520 vagas aos cidadãos com mais de 65 anos que queiram frequentar os cursos
Vai abrir uma sucursal da Academia do Cidadão Sénior do Instituto Politécnico de Macau (IPM) na Taipa, que se prevê que possa funcionar e recrutar alunos em 2020. A informação foi avançada pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura na Assembleia Legislativa, em resposta a uma intervenção de Angela Leong sobre a necessidade de mais vagas.
“No primeiro ano de funcionamento, esta sucursal poderá oferecer à sociedade 170 vagas”, disse Alexis Tam. O Governo vai aproveitar o primeiro andar do Centro Comunitário na Rua do Delgado, na Taipa, para servir de novo campus, sendo que as obras de remodelação estão previstas para 2019. O objectivo é que as instalações venham a receber 520 alunos para frequentarem os cursos.
Para o ano lectivo de 2018/2019, houve 795 candidaturas aos cursos superiores da Academia do Cidadão Sénior, um número que “bate um novo recorde histórico”, disse o Secretário. Representa um aumento de 122 interessados face ao ano anterior, mas actualmente a sede consegue apenas aceitar 480 alunos. Com o aumento, “poderá preencher as necessidades de mais de metade do número dos idosos com vontade de frequentar cursos superiores”.
O deputado Sulu Sou frisou, porém, que nem todos os idosos dispõem de mobilidade motora para frequentar as aulas na Academia, sugerindo o destacamento de professores para darem aulas ao domicílio. Para além disso, notou que os idosos que não dispõem de educação académica elevada poderiam ajudar a “divulgar Macau aos turistas, serem voluntários, chefiarem grupos para passar a visitar o interior da zona”. Também Mak Soi Kun apoiou que os idosos trabalhem enquanto guias turísticos.
O retorno dos idosos ao activo foi uma ideia apresentada por mais deputados. José Pereira Coutinho lamentou a necessidade dos funcionários públicos terem de se reformar aos 65 anos, porque “é o auge da idade, têm muita experiência que podem partilhar com os jovens”. Leong Sun Iok seguiu esta ideia, sugerindo que “devido à falta de mão-de-obra no mercado laboral, queremos que os nossos idosos também possam trabalhar para resolver a escassez de mão de obra”.
Porém Alexis Tam deixou o alerta. “Não podemos obrigar as pessoas, mas podemos criar as condições para que esses idosos sejam reintegrados no mercado de trabalho”. Nos casos em que se considera que uma pessoa tem competências importantes e deve ser repescada, já há mecanismos para convidar os profissionais a manterem-se no activo, frisou o Secretário, dando como exemplo a sua vontade de que Lei Heong Iok, presidente do IPM, mantenha o seu contributo para o bilinguismo.
Para além disso, quem quiser manter uma actividade pode prestar serviços de voluntariado junto do Instituto Cultural, ou servir de orientador de formadores através do IPM. “Através de formação vão sentir-se aptos a transmitir os seus conhecimentos nas academias para cidadãos seniores”.
S.F.



