O número de abates de animais disparou 78% na primeira metade do ano, face ao mesmo período de 2025, indicam dados do Instituto para os Assuntos Municipais. Em particular, as occisões de gatos mais do que triplicaram, cifrando-se em 158. No período em análise, foram abatidos 221 cães, representando um aumento de 30%
PEDRO MILHEIRÃO
Entre Janeiro e Junho, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) abateu 379 animais, o que corresponde a um aumento de 77,9% em termos anuais. O número de occisões de gatos mais do que triplicou, fixando-se em 158, o que representa uma subida de 267,4%, de acordo com os dados analisados pelo Jornal TRIBUNA DE MACAU. Ao mesmo tempo, foram abatidos 221 cães, o que equivale a um aumento homólogo de 30%.
Olhando apenas para o segundo trimestre, um total de 92 gatos perderam a vida dessa forma, mais 26 do que os contabilizados entre Janeiro e Março. Por outro lado, o número de occisões de cães caiu 17,4%, em termos trimestrais, tendo-se verificado, ainda assim, um total de 100.
Até Junho, foram também adoptados ou reclamados 119 gatos, menos 39% face ao período homólogo do último ano. Já o número de cães adoptados ou reclamados subiu 32,1% e fixou-se em 103. Ao IAM foram devolvidos nove gatos, mais oito em termos homólogos, e 12 cães contra oito no primeiro semestre de 2025. No mesmo intervalo de tempo foram esterilizados 521 animais, um aumento homólogo de 4,2%.
O IAM capturou ainda 630 animais, 16 dos quais com microchip, sendo que no mesmo semestre do ano passado 13 dos 557 animais capturados possuíam microchip. Além disso, 955 animais receberam um implante de microchip, mais 131 na mesma base comparativa, ao passo que foram vacinados contra a raiva 3.283 animais, mais 200 em termos homólogos.
O número de infracções por abandono do animal caiu de oito nos primeiros seis meses do ano passado, para apenas duas entre Janeiro e Junho deste ano. O número de casos de animais envolvidos em agressões também baixou 18,6% para 57.
Quanto ao número de violações da Lei de Protecção dos Animais relacionadas com o passeio ou transporte indevido dos animais manteve-se em 10, na mesma base comparativa. A legislação estipula que, ao passear o cão em espaços públicos ou partes comuns de condomínios, o dono deve “conduzi-lo munido da marca de identificação definida na licença, por uma trela ou transportá-lo em gaiola ou em outro meio adequado para o seu transporte”.
Já a falta de licença para cães com mais de três meses resultou em 33 violações, menos uma em termos anuais. Inclusive, o número de licenças de cão válidas desceu 10,7% para 23.429. A lei determina que são obrigados a obter uma licença os donos de “cães e cavalos que tenham completado três meses de idade” de “animais para competição”.
Recorde-se que, até Dezembro, o IAM, em conjunto com associações de protecção dos animais, leva a cabo mensalmente, em diferentes bairros comunitários, o “Posto de informações sobre animais de estimação – Aula Preparatória de Adopção de Animais de Estimação”. Os serviços disponibilizam vacinação anti-rábica para cães e consultas de adopção de animais.
O objectivo é “promover a adopção em substituição da compra e os deveres dos donos responsáveis pelos seus animais, entre outras mensagens de protecção dos animais”.



