No arranque de 2018 estavam credenciados pelos Serviços de Turismo 1.884 guias turísticos, revelou o organismo à TRIBUNA DE MACAU. Entre estes profissionais portadores do cartão que lhes permite exercer no território, a esmagadora maioria (1.467) domina apenas uma língua e 385 falam duas. Do total, apenas 0,3% dominam o Português havendo ainda falantes de Japonês e Coreano. Em menor número são os guias que falam Espanhol, Francês e Russo

 

Catarina Almeida

 

Determina a legislação vigente que, para exercer a profissão de guia turístico em Macau, não só é necessário ser residente como obter aprovação num curso de habilitação ministrado pelo Instituto de Formação Turística (IFT) ou em licenciatura na área do turismo – leccionada pelo IFT ou outra instituição de ensino superior local e/ou no estrangeiro desde que admitida pelo IFT. Além destas condições, só estará habilitado a exercer a profissão se estiver registado nos Serviços de Turismo para obtenção do cartão de guia turístico, estando ainda dependente de um vínculo contratual com uma agência de viagens, lê-se na página oficial da DST.

Assim, até ao dia 9 deste mês, existiam 1.884 guias turísticos portadores do cartão emitido pela DST, revelou o organismo à TRIBUNA DE MACAU. Destes, 1.467 (77,9%) dominam apenas um idioma/dialecto e 385 (20,4%) falam duas línguas.

Em 2006, com base nas declarações do então director da DST, Costa Antunes, estavam registados 1.140 guias turísticos. Já no final de 2016, o número de guias turísticos credenciados pelos Serviços de Turismo situava-se em 1.900, representando um acréscimo de 34, (+1,8%) face a 2015.

Os mesmos dados fornecidos a este jornal – referentes até 9 de Janeiro – dão conta que do universo de guias portadores do cartão, 30 (1,6%) dominam três idiomas/dialectos e dois falam um total de quatro.

Em todo o caso, a DST esclarece que estes dados reflectem o “número total de guias turísticos existentes” pelo que desconhece se “todos os portadores do cartão de guia turístico exercem efectivamente a sua profissão”. Isto porque o “portador do cartão de guia turístico quando exerce a sua profissão não carece de comunicação à DST”, pelo que o organismo “não dispõe de dados respeitantes ao número de vezes que os guias são requisitados”.

As estatísticas oficiais apontam para a existência de cinco guias turísticos que dominam o Português contra 798 que falam Cantonense. Em maior número (1.101) estão os falantes de Mandarim. Ao nível de outros idiomas, a DST tem registo de 207 guias de Inglês, 110 de Japonês, 59 de Coreano e 29 de Tailandês. No espectro de línguas europeias, há um guia turístico no território que domina Alemão (um), outro Espanhol, seis que falam Francês e três Russo.

Olhando para as 10 principais fontes de visitantes (categoria que inclui turistas e excursionistas) – disponíveis na página oficial dos Serviços de Turismo – conclui-se que entre Janeiro e Novembro do ano passado entraram, no território, mais de 797 mil visitantes sul-coreanos – representando uma subida homóloga de 34,7%.

Do Japão chegaram a Macau cerca de 300 mil visitantes (+10,8%). Em contrapartida, os visitantes da Tailândia e dos Estados Unidos representaram quebras de 13,9% e 2,1%, respectivamente.

 

DSAJ analisa revisão da lei das agências de viagens e dos guias

No plano geral do desenvolvimento da indústria do turismo de Macau (2015-2030), os Serviços de Turismo traçaram como meta a curto prazo – cinco anos – a revisão do diploma que regula as actividades das agências de viagens e dos guias turísticos, aprovado em 1998 sendo que algumas normas foram sujeitas a alteração em 2016. A este jornal, a DST revelou que o projecto-lei já foi submetido estando agora a ser analisado pela Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça.