Os trabalhadores do sector do jogo estão maioritariamente interessados em participar no Fundo de Previdência Central não obrigatório. O deputado Leong Sun Iok apelou às operadoras para aderirem ao Fundo o mais rápido possível

 

Viviana Chan

 

Um estudo levado a cabo pela Casa dos Trabalhadores de Indústria de Jogo mostra que 70% dos inquiridos apoiam a adesão das operadoras de jogo no Fundo de Previdência Central não obrigatório. Por outro lado, 23% mostraram-se “indiferentes” e 6,5% contra essa participação.

Por outro lado, mais de 85% dos inquiridos disseram estar preocupados com a vida no período de reforma, sendo que a maioria dos trabalhadores de jogo não está contente com a proporção da contribuição para o fundo de previdência privado.

Segundo os dados, 1.188 dos 1.378 participantes asseguraram conhecer bem o seu plano de previdência, 77% indicaram que os patrões só contribuem com 5% do salário base para o fundo, enquanto 14% declararam que os empregadores contribuem apenas com uma percentagem entre 1% a 4% do salário. Além disso, 6% referiram que os patrões contribuem com 6% a 10% do salário base.

O deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), Leong Sun Iok indicou que todas as operadoras de jogo têm um fundo de previdência para os trabalhadores, sendo as contribuições inferiores a 5%, menos do que a percentagem do Fundo de Previdência Central. Para além disso, os trabalhadores podem não ter o direito de levantar as contribuições mesmo que tenham sido feitas há mais de 10 anos e algumas empresas usam o fundo para pagar as indemnizações em caso de despedimento.

Segundo o jornal “Ou Mun”, Leong Sun Iok apelou às operadoras para participarem o mais rápido possível no Fundo de Previdência Central do Governo, salientando que é um momento oportuno, pois falta pouco para a renovação das licenças de jogo. Na sua opinião, a participação das concessionárias seria um bom exemplo para outras empresas.

A chefe do Departamento do Regime de Previdência Central do FSS, Ieong Iun Lai, revelou que o fundo vai fazer um balanço quando completar três anos de funcionamento. Segundo salientou, o regime de Previdência Central assegura que os trabalhadores possam gozar de um melhor tratamento quando são transferidos do fundo privado para o público, pelo que os trabalhadores não precisam de ficar preocupados com a aposentação.