Nos primeiros seis meses deste ano, o Instituto de Habitação detectou 266 casos suspeitos de irregularidades na administração de habitação económica, sendo que a maioria, 172, tem como possíveis autores os moradores. Em processo transitório, estão 197 casos

 

Liane Ferreira

 

Os problemas com a administração de edifícios não acontecem apenas no privado, como indicam dados do Instituto de Habitação (IH) relativamente à administração de habitação económica. Entre Janeiro e Junho de 2018, foram detectados 94 casos suspeitos de irregularidade envolvendo entidades administradoras e outros 172 relacionados com os moradores, totalizando 266 situações.

Os dados estatísticos disponíveis na página do IH, incluem ainda 197 casos em acompanhamento de procedimentos sancionatórios, dos quais 82 estão relacionados com sociedades comerciais de administração e outros 115 com moradores.

Relativamente à celebração de escrituras de compra e venda destas habitações do programa das 19 mil fracções, o IH indica que até 6 de Julho foram celebradas 6.3105 escrituras públicas e outras 112 no privado.

Por outro lado, foram suspensas 78 escrituras, por posse de propriedades, devido a sucessão, regime patrimonial do casamento ou morte de promitente-comprador. Registaram-se ainda 77 situações em que os promitentes-compradores não estavam habilitados.

De acordo com as mesmas informações, dos 6.919 contratos de compra e venda assinados, 35 agregados familiares já procederam às formalidades para a devolução das fracções, havendo ainda outros seis agregadores que não reúnem os requisitos.

Até ao dia 6 de Julho, 1.524 famílias escolheram a fracção de habitação económica pretendida, indica ainda o IH.