No ano lectivo 2018/2019, mais de 140 professores destacados nas escolas regulares e do ensino especial estão a dar aulas a estudantes de ensino especial. A DSEJ diz ter reforçado o trabalho nesta área

 

Segundo Kong Ngai, chefe de departamento de ensino da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), o Governo tem “trabalhado desde muito cedo” para o desenvolvimento ensino inclusivo e especial. A posição foi manifestada durante um encontro no arranque do novo ano com os media de língua portuguesa, no qual foram divulgados dados respeitantes a este ano lectivo (2018/19).

De acordo com o mesmo responsável, 606 alunos estão distribuídos pelas várias turmas de ensino especial, havendo ainda 1.408 estudantes inseridos em turmas de ensino inclusivo. Em relação ao corpo docente, 142 professores (destacados nas escolas regulares e de ensino especial) asseguram a aprendizagem destes estudantes integrados em turmas de ensino especial e em turmas de pequena dimensão.

“A sociedade está muito preocupada com as necessidades especiais destas crianças, ou seja, se há terapeutas suficientes”, descreveu Kong Ngai. “Para além de terapeutas, [alguns] docentes recebem formação de ensino especial. Desde muito cedo que temos vindo a trabalhar no ensino especial. No ano lectivo 2018/19, segundo indicações do nosso Secretário, contratámos mais terapeutas para os nossos alunos. Antigamente eram necessários 15 meses para receber a avaliação do aluno e agora é sensivelmente um mês”, disse.

De salientar que as crianças até seis anos que apresentem indícios suspeitos de serem portadoras de transtornos no desenvolvimento são avaliadas pelo Centro de Avaliação de Conjunta Pediátrica. Durante as sessões de debate sectorial das linhas de acção governativa, Alexis Tam considerou até que o trabalho ao nível do tratamento precoce e de apoio a crianças com necessidades tem sido “bem feito”, colocando o território à frente de muitos países e regiões do mundo neste campo.

Ontem, o chefe do departamento de ensino da DSEJ disse que o organismo pretende reforçar, nos próximos anos, as sessões semanais destinadas a estes alunos com necessidades especiais e os workshops com os encarregados de educação até porque, advertiu, “no passado os avós e algumas empregadas domésticas iam com as crianças mas é melhor que estas sejam acompanhadas pelos pais”.

 

4.400 pais concluíram registo de inscrição no ensino infantil

O registo central para o primeiro acesso escolar das crianças ao ensino infantil contou com a adesão ao sistema de 4.800 encarregados de educação sendo que só 4.400 concluíram o registo – isto é, efectuaram as inscrições dos seus filhos nas escolas desejadas, indicou a DSEJ. Os pais podem efectuar o registo até dia 20 ou fazê-lo presencialmente nos balcões de atendimento do organismo que recebeu já 430 inscrições em papel.

 

C.A.