O número de residentes subempregados subiu mais de 9% para 7.100 entre Março e Maio, assinalando o terceiro crescimento sequencial consecutivo, segundo dados oficiais, enquanto a taxa de desemprego não sofreu oscilações. No período em análise, 13.800 residentes estavam desempregados ou em situação de subemprego

 

SÉRGIO TERRA

 

A população subempregada em Macau sofreu o terceiro crescimento consecutivo em cadeia, ao englobar 7.100 indivíduos entre Março e Maio, traduzindo uma subida de 9,4% ou 600 pessoas em relação ao período anterior (Fevereiro a Abril de 2026), segundo dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Embora se mantenha muito distante do pico de 62.600 pessoas anotado entre Junho e Agosto de 2022, em plena pandemia, o número de residentes subempregados reflecte ainda um acréscimo de 13,8% na variação anual.

De acordo com a DSEC, a maioria dos subempregados trabalhava nos ramos dos serviços prestados às empresas e dos transportes e armazenagem.

O organismo inclui na população subempregada os indivíduos que, nos sete dias anteriores à realização do inquérito do emprego, independentemente da situação na profissão, trabalharam menos de 35 horas por razões involuntárias e estavam disponíveis para aceitar imediatamente um trabalho adicional, bem como os que, nos 30 dias antes, procuravam trabalho extra. Assim, esse segmento do mercado laboral integra os casos relacionados com licenças sem vencimento.

Considerando apenas os residentes, a taxa de desemprego foi estimada em 2,3% entre Março e Maio, mantendo o nível do período anterior (Fevereiro a Abril), contudo, a taxa de subemprego avançou 0,2 pontos percentuais para 2,4%, assinalando a segunda subida sucessiva. Já em termos globais, a taxa de desemprego permaneceu nos 1,8% e o subemprego cresceu 0,2 pontos para 1,9%.

De acordo com os dados oficiais, a população activa que vivia em Macau recuou 0,2% para 380.800, face ao período precedente. A população empregada (374.100 indivíduos) desceu 0,1% (menos 500 pessoas), incluindo 284.400 residentes (mais 300 ou 0,1%).

Por sua vez, estavam desempregados 6.700 residentes, menos 100 ou 1,6%) na mesma base comparativa. Entre os desempregados à procura de novo emprego, a maioria trabalhou anteriormente nos sectores do comércio a retalho, construção, transportes e armazenagem. Os indivíduos à procura do primeiro emprego correspondiam a 9,3% dos residentes desempregados, menos 0,2 pontos do que no período entre Fevereiro e Abril.

Comparativamente ao período anterior, os trabalhadores do sector hoteleiro cresceram 2,7% para cerca de 20.000. Em contrapartida, a mão-de-obra caiu 2,2% no sector do jogo (para 64.300), 0,5% no comércio por grosso e a retalho (34.700), 1,4% nas actividades imobiliárias e serviços prestados às empresas (24.000) e 0,5% nos transportes e armazenagem (17.600).

No final de Maio, as actividades culturais e recreativas, lotarias e outros serviços absorviam 25,7% da população empregada, superando o comércio por grosso e a retalho (12,2%), os hotéis, restaurantes e estabelecimentos similares (11,2%) e a administração pública e segurança social (11,2%). Abaixo da fasquia dos 10% situavam-se as actividades imobiliárias e serviços prestados às empresas (8,4%), educação (7,5%), transportes, armazenagem e telecomunicações (6,9%), saúde e acção social (5,3%), construção (4,8%) e actividades financeiras (4,3%).

O âmbito do inquérito ao emprego exclui os residentes e não residentes que, embora trabalhem na RAEM, vivem no exterior. O número médio de indivíduos nessa situação foi estimado em cerca de 111.500 no período de referência. Incluindo esse grupo, a mão-de-obra total era composta por 492.300 pessoas, mais 200 do que no período anterior.