Mais de 1.600 trabalhadores foram vítimas de acidentes de trabalho no primeiro trimestre deste ano, tendo sido registadas cinco mortes

 

Catarina Almeida

 

Entre Janeiro e Março registaram-se 1.601 vítimas de acidentes laborais no território, menos 71 do que em igual período de 2017. Contabilizaram-se cinco mortes (duas das quais relacionadas com infracções às normas de segurança e saúde ocupacional), mais quatro do que no primeiro trimestre do ano passado.

De acordo com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), 1.596 vítimas ficaram incapacitadas temporariamente, mas 231 voltaram ao serviço no mesmo dia do acidente.

No rol de vítimas destacam-se 435 da categoria “pessoal dos serviços, vendedores e trabalhadores similares” (mais 27), 430 “empregados administrativos” (menos 3) e 347 “trabalhadores qualificados (menos 34).

No primeiro trimestre perderam-se 4.669 dias de trabalho por incapacidade temporária. As ausências afectaram sobretudo as actividades culturais e recreativas, lotarias e outros serviços (1.719), hotéis, restaurantes e similares (1.376) e construção (711,5).

A principal causa dos acidentes foi o “entalamento num ou entre objectos” (329 vítimas), seguindo-se “queda” (320), “marcha sobre ou choque em objectos” (293) e “esforços excessivos ou movimentos falsos” (285).

 

19 mortes no ano passado

No cômputo de 2017, 1.265 indivíduos sofreram “incapacidade temporária” mas regressaram ao trabalho no mesmo dia. Em contrapartida, 2.956 perderam três ou mais dias de trabalho, e 1.727 trabalhadores viram-se obrigados a faltar ao emprego durante 0,5 a três dias.

Em igual período, 17 pessoas foram vítimas de “incapacidade permanente” e 19 morreram, dos quais 14 casos não foram motivados por infracções à legislação sobre segurança e saúde ocupacional.

No seguimento de investigação de acidentes de trabalho devido a irregularidades no ambiente de trabalho que constituem infracções à legislação sobre segurança e saúde ocupacional, a DSAL aplicou multas a 26 pessoas, envolvendo 32 vítimas, no valor total de 167 mil patacas.

No que se refere a assuntos relacionados com indemnização dos trabalhadores por danos causados por acidentes de trabalho, foram aplicadas sanções monetárias a 35 pessoas, envolvendo 154 vítimas, num montante de cerca de 183 mil patacas.

Em 2017, a DSAL realizou 3.791 visitas inspectivas. Duas dessas acções visaram todos os estaleiros de construção e locais onde decorriam obras, tendo sido emitidos 36 despachos de suspensão de trabalho, 38 recomendações de melhoria e aplicadas multas.