“Avengers Infinity War” facturou mais de dois mil milhões de dólares em todo o mundo
“Avengers Infinity War” facturou mais de dois mil milhões de dólares em todo o mundo

 

Os filmes de super-heróis e a aposta na diversidade marcaram o cinema em 2018, ano em que a estrela da saga “Star Wars” começou a perder o brilho

 

O filme “Avengers: Infinity War” liderou a facturação no cinema em 2018 ao arrecadar mais de dois mil milhões de dólares em todo o mundo. A longa-metragem, que reúne a maior parte dos super-heróis da Marvel, protagonizou a melhor estreia da história dos Estados Unidos com 257 milhões de dólares em bilheteira, superando os 247 milhões de “Star Wars: The Force Awakens” (2015).

O segundo filme mais bem-sucedido do ano foi outra aposta da Marvel, “Black Panther”, que facturou 1,346 mil milhões, sendo que mais de metade desse montante derivou do público nos EUA.

Dirigida por Ryan Coogler, a película conta com um elenco quase totalmente formado por actores negros, com Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright, Daniel Kaluuya, Forest Whitaker, Angela Basset, Sterling K. Brown e apenas dois brancos (Martin Freeman e Andy Serkis), segundo sublinha a agência EFE. Por trás das câmaras, o sucesso assentou na mesma fórmula, com destaques para a figurinista Ruth E. Carter e a designer de produção Hannah Beachler. Também marcou presença Rachel Morrison, a primeira mulher nomeada para o Óscar na categoria de melhor fotografia, por “Mudbound”.

Além disso, o “rapper” Kendrick Lamar co-produziu a banda sonora, da qual participa com cinco canções, trabalho que o ajudou a ser o artista mais nomeado para a próxima edição dos “Grammy”, em oito categorias.

Os outros dois filmes que superaram a marca dos mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais foram “Jurassic World: Fallen Kingdom” e “Incredibles 2”.

O reverso da moeda coube à multimilionária saga de “Star Wars”, que desapontou com a estreia de “Solo: A Star Wars Story”, que gerou apenas 392 milhões de dólares a partir de um orçamento estimado em 300 milhões, sem contar o forte investimento nas campanhas de divulgação. O segundo “spin-off” da saga (o primeiro foi “Rogue One”, em 2015) centrou-se na juventude de Han Solo (Alden Ehrenreich, que tentou imitar os gestos e a atitude de Harrison Ford, mas sem o mesmo carisma).

O projecto esteve rodeado de polémica desde o início, já que os realizadores originais, Phil Lord e Christopher Miller, foram demitidos no meio das gravações por Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, e substituídos pelo veterano Ron Howard. Lord e Miller trabalharam no filme durante quatro meses e meio, mas Kennedy decidiu prescindir dos seus serviços devido a muitas “diferenças criativas”.

O desastroso resultado económico do filme obrigou a empresa a repensar a estratégia cinematográfica, motivo pelo qual decidiu eliminar outros projectos focados nos personagens de Boba Fett e Obi-Wan Kenobi para se focar em duas séries de televisão que serão lançadas futuramente.

No cinema latino, a EFE aponta como destaque do ano o cineasta Alfonso Cuarón, cujo último filme, “Roma”, conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza. Este trabalho recebeu também três nomeações para os Globos de Ouro e é um dos favoritos ao Óscar de melhor filme estrangeiro, segundo os especialistas.

 

JTM com agências internacionais