Tamborada (Espanha)
Tamborada (Espanha)

A lista do Património Imaterial da Humanidade passou a integrar mais 18 manifestações culturais, aprovadas pelo Comité de Salvaguarda da UNESCO

 

O “hurling”, desporto nacional irlandês, o reggae jamaicano, a Tamborada, desfile de tambores em Espanha, que assinala momentos de celebração, em particular durante a Semana Santa, a romaria Zapopan, do México, as técnicas de olaria das mulheres da cidade de Sejnane, na Tunísia, e os presépios de Cracóvia estão entre as candidaturas aprovadas para a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

A estas juntam-se as danças “Mooba”, na Zâmbia, “Mwinoghe”, no Malawi, “Khon”, da Tailândia, e as “As-Samer”, da Jordânia, assim como o teatro tradicional do Sri Lanka “Rukada Natya”, as máscaras e rituais japoneses Raiho-shi, e a “guzla” – canto acompanhado da Sérvia. Passaram também a fazer parte do Património Cultural Imaterial da Humanidade as manifestações da Cultura Congo, no Panamá, a arte poética e musical Dondang Sayang, da Malásia, a luta tradicional “Chidaoba”, da Geórgia, os rituais festivos dos criadores de cavalos, no Cazaquistão, e as exibições hípicas de Omã.

Dança Khon (Tailândia)

À lista, o comité da UNESCO juntou, igualmente, o sistema tradicional de controlo de avalanches, nos Alpes, numa candidatura conjunta da Áustria e da Suíça.

Na reunião realizada nas Ilhas Maurícias, a UNESCO já tinha aprovado as técnicas de construção de muros de pedra, em zonas rurais de Espanha, Croácia, Chipre, França, Grécia, Itália, Eslovénia e Suíça, as festividades de Las Parrandas, em Cuba, e a música vocal folclórica da Croácia. A medicina tradicional tibetana, as técnicas de elaboração de perfumes de Grasse, em França, a festa de Budslau, de tradição mariana, na Bielorrússia, as lendas de Dede Qorqud, no Azerbaijão, Cazaquistão e Turquia, a tinturaria e impressão tradicionais, em azul indigo, na Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria e República Checa, e a colheita de carvalhinha e práticas medicinais a ela associadas, nos Montes de Ozren, na Bósnia-Herzegovina, foram também reconhecidas como património imaterial da UNESCO.

A proposta de inscrição da luta tradicional coreana “ssirum/ssireum”, apresentada numa candidatura conjunta, inédita, pelas duas Coreias, foi a primeira aprovação do comité.

Por outro lado, sete tradições foram inscritas na lista de património cultural imaterial em risco, incluindo o teatro tradicional de sombras da Síria, a prática ancestral de medição de água na Argélia, as danças Yalli do Azerbaijão, as representações Lakhon Khol do mosteiro budista de Wat Svay Andet, no Camboja, os fantoches Al-Aragoz do Egipto, os rituais masculinos masai “Enkipaata”, “Eunoto” e “Olng’esherr”, no Quénia, e a tradição astronómica de observação do sol, estrelas e lua, em Suri Jagek, no Paquistão.

 

JTM com Lusa