O Prado vai celebrar em 2019 o seu bicentenário, um marco enaltecido pelos grandes museus do mundo que apontam a instituição de Madrid como uma referência incontornável

 

Responsáveis dos principais espaços museológicos do mundo, não poupam elogios ao Museu do Prado, que abriu portas em Madrid a 19 de Novembro de 1819. Alguns situam-no mesmo entre os seus centros predilectos, como é o caso dos directores do Moma e do Metropolitan, Glen Lowry e Max Hollein, respectivamente.

“O Prado é um dos meus museus favoritos do mundo não só pela sua extraordinária colecção mas pela forma como nos inspira a ver e pensar de maneira imaginativa”, sublinhou à agência EFE Glen Lowry, para quem os próximos 200 anos da pinacoteca espanhola “serão igualmente importantes”.

Por sua vez, Max Hollein assegura que o Prado “é uma manifestação sobressalente de excelência artística e conquistas humanas”. “Sendo um dos museus de arte mais reconhecido do mundo, a sua espectacular colecção e importantes contribuições para a erudição foram entesouradas por quase 200 anos. O impacto do Prado no mundo, e na nossa compreensão da arte e a humanidade, não pode ser subestimado”, acrescentou.

As declarações de afecto sobem ainda mais de nível nas palavras do director da “National Gallery” de Londres, Gabriele Finaldi, que ocupou a direcção adjunta do Prado durante 13 anos.

“O Prado registou uma magnífica transformação nos últimos 20 anos. De uma grande colecção transformou-se num grande museu. As aquisições, os programas internacionais, as exposições, a investigação académica e possivelmente o melhor departamento de conservação de pinturas do mundo converteram-no num agente verdadeiramente importante no cenário mundial”, defendeu à EFE.

Gabriele Finaldi destacou a ampliação promovida por Rafael Moneo, “que permitiu ao museu respirar e estender as suas asas”. Para o director da “National Gallery”, o Prado é hoje um “museu de artistas mais que um museu de história da arte” que sobressai pela “força de personalidades poderosas”, como Bosco, Tiziano, Rubens, O Greco, Velázquez e Goya.

No futuro, o museu de Madrid mostrará “o melhor da cultura espanhola num contexto europeu e continuará a inspirar os artistas, como o fez desde Manet a Picasso, de Sargent a Bacon, e a dar prazer e satisfação a muitas gerações de amantes da arte”, antecipou o mesmo responsável.

Esse papel fundamental envolve também o empréstimo das suas obras, uma prática enaltecida pelo responsável do Louvre, Jean-Luc Martinez. “A frutífera parceria entre os nossos museus permitiu em 2012 a realização da prestigiada exposição Rafael, apresentada nos dois museus. Desde então, os empréstimos foram vários entre as duas instituições”, lembrou.

O Prado também é como um “irmão” da Galeria dos Uffizi de Florença, cujo director, Eike Schmidt, destaca a contemporaneidade e proximidade dos dois museus – o italiano celebra 250 anos em 2019.

Já a directora dos Museus Vaticanos, Barbara Jatta, considera que o Prado é “maravilhoso e universal” e com a sua “belíssima” ampliação demonstrou ser capaz de “ter a força e a abertura” para crescer.

 

JTM com agências internacionais