Duas décadas após a estreia de “Sex and the City”, a série permanece imortalizada em Nova Iorque, com os fãs a percorrerem ruas, cafés e lojas onde foram gravadas cenas icónicas

 

Lançada a 6 de Junho de 1998 na “HBO”, a série “Sex and the City” centrou-se na relação entre quatro amigas, três com 30 anos e uma, Samantha, com 40, em Manhattan, além de se focar no papel da mulher na sociedade actual.

Hoje em dia, o local mais visitado pelos fãs é a casa da protagonista vivida por Sarah Jessica Parker, com as simbólicas escadas que a sua personagem, Carrie Bradshaw, descia tantas vezes com os “amados Manolos”, apelido dado aos sapatos criados pelo estilista espanhol Manolo Blahnik.

Carrie morava no “Upper East Side”, mas como os moradores do bairro não queriam gravações na zona, a produção filmava as cenas usando a fachada desta casa na “Perry Street”, no “West Village”.

Visitas guiadas como as organizadas pela empresa “On Location Tours” incluem paragens obrigatórias na “brownstone” – típica casa nova-iorquina – onde uma corrente na entrada impede os curiosos de se aproximarem da porta e uma placa na janela deixa um recado ao Presidente americano: “Vergonha, Trump!”.

Segundo Elyse Brandau, actriz que trabalha há três anos como guia turística revelando os segredos de “Sex and the City”, a casa foi vendida por quase 10 milhões de dólares há seis anos. “Após a venda, algumas visitas guiadas tinham sido proibidas de passar lá perto, mas agora foram autorizadas, desde que feitas em silêncio”, afirmou à agência EFE.

Tendo em conta apenas a “On Location”, que oferece o serviço diariamente há 17 anos, mais de 500 mil pessoas fizeram a peregrinação pelos antigos cenários espalhados pela cidade.

Sarah Jessica Parker, que além das seis temporadas exibidas pela HBO foi a estrela de dois filmes de continuação da série, em 2008 e 2010, mora no charmoso bairro de “West Village”, onde se situa a “Magnolia Bakery”, que já se viu obrigada a contratar um porteiro devido ao número de turistas que vão até à padaria para imitar Carrie e a amiga Miranda comendo “cupcakes” junto à porta.

A actriz Cynthia Nixon, que interpretava o papel da advogada ruiva Miranda e é conhecida pelo seu activismo LGBT, também mora em Nova Iorque e anunciou este ano a intenção de se candidatar a governadora do Estado.

Elyse Brandau utiliza a figura de Miranda para mostrar que nem tudo na série se ajustou à realidade da “Big Apple”: embora as quatro amigas percorressem os cinco grandes distritos de Nova Iorque, a maior parte da produção foi filmada em “West Village”. É ali, por exemplo, que funciona a academia frequentada por Carrie mas que, na série, estava localizada no Brooklyn. “Um dia de filmagens custava cerca de 130 mil dólares em custos de produção”, apontou a guia.

No primeiro filme “Sex and the City”, Brandau participou como figurante numa cena de 30 segundos, mas esse pequeno trecho demorou 12 horas a ser gravado. A equipa da série não poupava esforços: para o filme que mostrava o tão esperado casamento de Carrie, foram gravadas duas versões da cena, para despistar os curiosos. Só a versão “verdadeira” custou cerca de 230 mil dólares.

Para assinalar o 20º aniversário da série o 10º do primeiro filme, a estilista Vivienne Westwood expôs na sua loja o famoso vestido de noiva usado por Carrie na Biblioteca Pública de Nova Iorque, que separa o “Bryant Park” da 5ª Avenida.

 

JTM com agências internacionais